¡Empezar desde cero…hasta el fin!
15 Agosto, 2008 at 6:40 pm | In Coisa minha, Opinião, Sonhos | Leave a CommentE parece até contraditório depois daquele post de ontem, eu vir aqui escrever isso.
Eu já imaginava que estivesse perto. Mas ter a certeza batendo na porta é outra história.
Pela lei natural da relação fã-ídolo, o primeiro é quem deixa de gostar por querer, por já não estar tão ligado.Por querer escolher outros horizontes.Mas e quando ele é forçado a simplesmente deixar esse papel de lado, porque o seu objeto de adoração deixará de existir? Como fica?
É o que eu estou me perguntando até agora, desde que soube…desde que abri aquela página. Desde que vi essa mensagem:
É… o que eu mais temia, embora soubesse que estivesse próximo, vai acontecer.
Esse post provavelmente ficará grande, e com certeza não vai interessa a ninguém. Mas isso é o que menos me importa agora, quando a única coisa que quero é tentar escrever e colocar pra fora o que eu estou sentindo. E eu poderia escrever muito mais do que vou, mas não é fácil. As coisas vão aparecendo depois, vou me lembrando mais tarde…e esse com certeza, não será o último post sobre eles.
Como fã, a gente sempre teme por esse dia e espera que ele esteja muito longe, ou não venha enquanto a paixão durar. Eu era um pouco diferente, e talvez a grande maioria dos fãs deles sejam assim também. RBD é formado por 6 adultos, e por acaso. Eles não esperavam o sucesso que fizeram e ainda fazem. Mas eu sabia que não duraria “pra sempre”. Iria chegar uma hora que não combinaria mais com o estilo, que cada um iria querer expandir seus horizontes para o que verdadeiramente buscavam antes de tudo acontecer. Isso vinha se tornando óbvio a cada dia… E chegou…
E assim como eles vieram, a noticia de que o fim está aí veio como um susto. E pegou até os mais avisados de surpresa. Como encarar agora? Como deixar de lado os 4 anos(no meu caso 3)? Como aceitar que não mais terá o que buscar? Mais fofocas pra saber? Mais vídeos pra ver? Mais chats pra participar? Mais shows, mais Músicas? Mais tantas história que se formavam? Mais tantas amizades que se concretizavam? Como se conformar de que os 6, agora….não seram mais os nossos Rebeldes? Os meus Rebeldes….
São perguntas que eu, realmente não sei responder. E nem quero saber. Aos olhos de grande maioria, pode parecer exagero. Mas ninguém sabe o que se passa, pelo menos comigo. E talvez a pergunta que mais me afliga é a que menos tenha a resposta. O que fazer quando a minha rota de fuga escapa das minhas mãos? Ficar perdida creio eu…
Sei que passa. Sei que não vou morrer por conta disso. Claro que não! Mas sei que tenho o direito de ficar triste, de ficar chateada, de chorar…eu me permito isso. 3 anos não são 3 dias. Tem muita história para contar nesse meio tempo todo. Muita coisa que eu jamais vou esquecer, não mesmo.
E mais perguntas me apertam a cada segundo. O que será melhor? Tentar esquecer agora pra não sofrer tanto na hora H. Ou aproveitar o máximo que eu posso pra ter a certeza de ter feito tudo ao meu alcance. Eu não sei, mas acho que a primeira opção fica fora de mão…porquê se fosse fácil o esquecer, talvez eu nem estivesse escrevendo isso aqui. Seria tchau e Puft. Acabou.
E porquê não é facil esquecer?? Pra mim, eles foram, indiretamente companheiros de uma vida solitária. Chegaram de mansinho também no meu gosto. Já vieram me fazendo vencer o preconceito. E isso era o que iria falar num post que eu tinha programado para complementar aquele de ser cantora! Mas de repente ele não faz mas sentido, e eu posso falar por aqui. Eu não gostava e assim como quase todos, achava horrivel. E olhava de cara feia aqueles 6 mexicanos que cantavam “Y soy rebelde” por aí. Só que diferente de tantos, eu me permitir ver mais a fundo. E descobri que eles iam muito mais além. Me encantaram, e me deixaram fã. Fã, fã como eu nunca havia sido.Simplesmente por serem muito mais do que pensava. A cumplicidade que eles tem entre eles e com a gente, os fãs…eu não sei explicar, mas é como se a gente pudesse se sentir querido por eles também. Sempre fazendo questão de estar o mais perto possível. Sempre com reflexões sobre esse mundo em que estamos vivendo, nos fazendo acreditar em nossos sonhos. Nos fazendo acreditar que podemos sempre chegar aonde queremos. E tantas coisas que só me fizeram querer sempre mais…
Quando eu não pude ir nas duas primeiras turnês, eu chorei muito. E ter a chance de ir na terceira, que eu mal sabia ser a penultima para eles e infelizmente, acho que a única para mim, foi mais do que mágico. Agora mais que nunca. Eu fiz esforços, eu me aventurei, eu me coloquei em situações inusitadas. E estou dando tanto valor aqueles segundos de tensão e euforia naquele aeroporto.Se eu pudesse, por um segundo sentir tudo outra vez…eu daria tudo o que pudesse.Ao mesmo tempo, me sinto aliviada. Por pouco tempo eu teria perdido tudo. Se essa noticia viesse um pouco antes, talvez esse sonho não teria se tornado real.
Se eles voltarem em Novembro, como o prometido. Será a última vez.
Ainda hoje, antes de saber, eu estava falando com minha prima. Que não ia de jeito nenhum. Eu não tenho dinheiro, e o que eu vou juntar vai ser para a viagem da faculdade. Disse que iria ser madura dessa vez, e iria escolher a faculdade já que eu havia ido em dois shows esse ano. E estava torcendo para que eles não viessem. Mas agora, tudo mudou. E eu posso estar perdendo a última chance. De mãos atadas. eu não vou ter condições de ir. E já sofro por antecipação…e pior de tudo, com uma culpa nas costas. Eu não quero ter um motivo pra me arrepender de ter ido no segundo show apenas umas semana depois do primeiro. Fora tão mágico quando, mas agora ele também perde o sentido e talvez se eu não tivesse ido, teria como ir agora. Mas não quero me arrepender, eu não posso. E quer saber porquê? Pois ouvir “Y soy rebelde”, ao vivo…não tem preço e não me esqueço!
E assim como no palco, eles saíram e deram fim ao show. Agora a banda acaba.E quando eles estiverem fazendo o último show, essa saída será a derradeira. Mas não da minha vida.
Os meninos que eu aprendi a amar, pelos quais cometi erros e acertos, pelos quais entreguei grande parte do meu tempo e dediquei as minhas melhores palavras, eu não posso arrancar de mim.
Aonde eles forem, separadamente, vai ter um pedacinho de mim acompanhando. Pode ser que com o tempo eu deixe de ser fã…e assim como eu sempre soube que chegaria ao fim, eu também sei que o meu dia chegará. Mas não vai ser agora, não vai ser amanhã e nem no último dia deles. O que eu vivi, o que vou viver ainda nesse tempo que restar vai continuar sendo guardado. E talvez eu já tenha a resposta para a uma das mais dificeis perguntas lá de cima. O que será melhor? Tentar esquecer agora pra não sofrer tanto na hora H. Ou aproveitar o máximo que eu posso pra ter a certeza de ter feito tudo ao meu alcance.
Com certeza eu vou até o fim com eles. Vou fazer o que puder, o que meu coração mandar. Se possível, eu quero estar aqui no Brasil, em frente ao palco. Apertada, empurrada…como for. Mas quero estar lá, e ver o mais perto que eu puder eles saindo daquele palco. Mas dessa vez, sem qualquer chance de volta…
… pois por mais esperançosa que eu seja, também sou o suficiente madura pra afirmar que talvez tenha chegado a hora de verdade!
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