Até ele!

12 Dezembro, 2009 at 5:21 pm | In Dia-a-Dia, Diversão | 4 Comments
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O Enzo é filho do meu primo, tem 1 ano e 8 meses. Passa muito tempo na casa da minha tia, convivendo e nos fazendo rir. E eu não posso deixar de contar aqui algumas dele comigo, sobre…

  • Ele acordou no meio da tarde e deitou no sofá pra tomar sua mamadeira, comigo e a babá deitados junto. Eu estava, distraída abrindo meu DVD de RBD novo. Ele pegou o encarte da minha mão, abriu no meio, na foto de todos.
    - ó tatinha… – olhando com cara de surpresa pra mim.
    - E cadê a Anahí bebê? – eu pergunto, abrindo na página das fotos separadas.
    Ele aponta pra ela, dá uma risada e olha pra mim.
    - Aqui…Safada…”anahí”. – falando o nome dela certo pela primeira vez,depois de soltar outras vezes, “ahí” ou “nahí”
  • Eu estava andando com ele na rua, e estava cantando baixinho.Aí perguntei.
    - Bebê, cadê a Anahí?
    - Sumiu…-colocando a mãozinha de lado.
    - sumiu enzo?
    - “anahí”?…casa..
    - Na casa dela bebê? No méxico?
    - é..méxico. – falando essa última palavra tão rapidinho, que eu não aguentei e tive vontade de morder.
  • Diálogo entre ele e a Babá.
    - blá blá blá…- ela canta qualquer música infantil.
    - nãumm babá..
    - A de amor, B de beijinho… – ela tenta outra.
    - Nãumm..éxa nãum.. – ele insiste.
    - Qual você quer?
    - “Anahí”.

Oi?? A coisa tá grave. Essa criança é muito inteligente, porque eu só ensinei a falar Anahí uma vez, quando ainda saía “ahí”. O resto é influência pura do que vê. Preciso dar um break..:O

Mas,ele ainda se acaba de rir,e prefere que eu dance a xéxa(minha versão a xuxa) pra ele, ou brinco de assoprar bichinho morto, qundo eu corro com ele na grama ou na esteira, ou mesmo quando ele quer pipoca e vem correndo: “Tátinhaaa…picoca”.

Mordo todo!

Toc Toc

8 Dezembro, 2009 at 11:28 pm | In Coisa minha | 8 Comments
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O correio bateu na minha porta!

Tá, não foi bem o correio. Foi a transportadora. E tá, que não foi surpresa, eu já sabia.

Depois de brigar com a Saraiva, que dividiu o meu pedido em três partes, agora está tudo ok e meus produtinhos em mãos. Isso, porque, a burrinha da loja não esperou a pré-venda virar venda pra mandar tudo junto. Preferiu mandar picado e pagar sozinha o frete três vezes. Problema dela né?

Apesar de enviados separados, os meus livros chegaram junto ao dvd. Livros pra fechar a coleção do - gosto mesmo , leitura leve é bom às vezes, sabia?- Diário da Princesa.(Li um em um dia, e o outro está quase finalizado lá no quarto) E o DVD,  Turnê de Adeus do RBD, gravado em SP em novembro do ano passado. Já tinha visto na record, mas fã ou ex-fã de ex-banda que seja, compra né? Comprei, assisti, chorei e já guardei.

E ontem, o mocinho volta e me entrega a parte final, e mais esperada. O primeiro cd solo da Anahí, depois do RBD. “Mi Delirío”  já está em minhas mãos, devidamente escutado, analisado, lido, virado de cabo a rabo. :D

Agora, aproveitando o embalo do cd. Quero ajuda. Vamos lá, não custa nada a não ser um click, ou cadastro rápido no Gyggs, caso você não tenha. Eu mesmo tinha, mas nem lembrava senha. #fail

Seguinte, o prêmio ninguém sabe qual é, mas a foto mais votada ganha alguma coisa. Tô aqui, a tôa na vida e não custa nada tentar. Então…posso contar com meus leitores?(como se eu fosse pop…#sofro)

Minha foto é essa – não clica nela, pra não ler o que tpa no meu diário hein? :( haha Te peguei, não aumenta!(aposto que clicou).

É só entrar nesse LINK, e clicar na quinta estrelinha pra dar seu voto. Faz isso por mim tá? haha

Puede que me ciegue la fe, pero vuelvo a creer.

8 Novembro, 2009 at 11:41 pm | In Coisa minha, Dia-a-Dia, Diversão, Just me, Sonhos | 6 Comments
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[Se você acha que ser fã é bobeira é melhor parar por aqui. Sinta-se à vontade para ir a sua direita na tela e fechar a página. Caso leia, por favor, guarde suas críticas.Não preciso delas nesse momento.]

Eu tinha planos para a minha vida de fã. Eu queria terminar com ela. Não por não gostar mais, apenas por sentir necessidade de deixar isso de lado e priorizar outras coisas na minha vida. Eu cheguei a escrever pra mim mesma, uma especie de carta, pra que eu lesse todos os dias e colocasse na minha cabeça que essa era a melhor solução. Eu enxerguei claramente que o saldo de felicidade estava negativo. Era um minuto – um intenso minuto – de alegria, para horas arrastadas de frustrações. Eu não deixaria de admirar, de gostar, de ser a fã que no fundo sou. Eu estava em busca de um equilibrio, em que eu não me dedicasse tanto(do meu jeito de se dedicar). Mas, eu deixei claro nesse mesmo texto que talvez eu não conseguisse. E bom, eu não consegui.

Tinha batido o pé até o último minuto que não iria à turnê, anunciada ainda em agosto. antes daquele pocket. E não planejava ir mesmo. Mas, como tudo muda e é imprevisível nessa vida, por impulso eu decidi que colocaria a cara para bater e estaria lá, prestigiando o ínicio da carreira solo dela. De verdade, não me arrependo nem um segundo. E voltei cheia de orgulho dessa menina.

Ela já tinha feito sua parte no programa do Jô(Videos I e II). Tinha se saído super bem no pânico da rádio Joven Pan( Videos I,II, III e IV). E eu não esperava menos dos shows, que começaram em São Paulo, no dia 03. Não vi muita coisa, queria ter surpresa no show que eu iria, dois dias depois. E me surpreendi com essa ex-rebelde, sabia?

Antes de tudo, eu confesso, não estava muito animada. Cheguei a pensar que realmente, a minha “cartinha” tinha tido algum efeito. Mas, não. Foi só chegar em frente ao Vivo Rio, diante daquela fila e sob aquele sol e calor infernal, que eu percebi ainda ser a mesma. Clima de fila é uma coisa que eu não explico. E apesar de não ter ficado tanto nela, já sabendo que pouco importava o lugar ali e o vamos ver seria lá dentro, eu senti um frio na barriga quando atravessei o a grade dos portões abertos e corri até a área vip. Conquistei meu espaço, não na grade. Mas perto o suficiente para não deixar o sorriso ir embora do meu rosto.

Sorriso que só cresceu quando ela entrou, arrasou, mostrou a que veio com o SEU sorriso. Aquele contagiante que é uma das suas marcas. Dava pra sentir felicidade transbordando por todos os lados daquele lugar. Principalmente no palco, onde Anahí fez jus ao nome da sua turnê e levou o público ao delirio.

Eu conheci uma Anahí mais madura. Talvez, a banda não tinha o perfil e ela, apesar de aparecer muito e com sucesso, não se mostrava tanto. Mas, sozinha, ali, ela dominou o palco. Dançou, cantou e se revelou junto a sua própria banda e dançarinos. Em um show perfeitamente ensaiado, com efeitos e surpresas em vários momentos.

Logo na abertura, ela surgiu de uma bolha e delira com a multidão que não cessa os gritos e canta junto “Mi delirio“.  A nova versão de “Desesperadamente Sola“, sua música de anos atrás, estava na boca dos fãs e levantou a todos. Então, ela nos lembrou RBD e começou a cantar “Algún Día“, música que eu amo e sempre quis ouvir nos shows.  E logo, ela aparece com seu jeitinho e apresenta “Para Qué“, uma das canções do seu disco que sai ainda esse mês. Não tinha gostado muito dela, mas no show é incrivelmente boa. Voltou pra RBD e cantou “Tal vez Despues“. Bate uma saudade da banda, com todo mundo cantando fervorosamente.

Bom, ela saiu e voltou com essa roupinha rosa. Sentou, sozinha no meio do palco e todo mundo respirou fundo, já sabendo o que viria pela frente. “Te puedo Escuchar” é a música que ela fez, para um amigo que morreu a algum tempo. Uma canção linda, tanto na letra quando na melodia. E cantar com emoção é algo que Anahí sabe fazer muito bem. Ela, que costuma “chorar” nessas músicas, deve ter derramado lágrimas de verdade no primeiro show. Não sei se elas caíram no show do dia 05, mas com certeza a emoção existiu. Dela e de todos. Impossivel não se emocionar ao olhar o telão e ver o close do seu rosto, de olhos fechados e deixando a voz sair. Seria frio não se arrepiar com seu olhar e sua sinceridade ao ouvir, emocionada, as palmas e os gritos de “Anahí, eu te amo” ao fim da canção. E eu posso dizer que esse foi um dos momentos, se não o mais, marcantes para mim.

Recomposta, ela voltou lá no seu passado musical e trouxe “Como cada día” e “No digas nada“, do RBD. Adoro as duas, e amo quando todo mundo sabe e deixa o show ainda mais emocionante.

E não é que essa safada, me surpreendeu com essa música? “Él me mintió”, do novo cd. Não dava nada por ela, mas no show ela é A música e eu vi Any arrasar.

Aí ela fez algo que foi super legal. Pra quem não sabe, a Anahí sofreu de Anorexia, e hoje, recuperada, luta por ajudar quem sofre desse mal. Uma fã no Brasil, fez uma música também envolta em uma campanha, e mostrou pra Any. Nos últimos shows do RBD, ela cantou. E agora em sua turnê, está cantando também. “Just Breathe” é linda,e sim, emocionante.

Depois, ela cantou uma música super agitada, mala surte. Essa hora eu fiquei meio parada, com os olhos pregados, mas sem cantar. Afinal, não sabia né? E emendou com uma super nova versão de “Superenamorandome”. Sua baladinha antiga voltou com força total, com direito a dancinha estilo Single ladies, e colocou o público em alfa com a coreografia, a cantora e os dançarinos(u lá lá) no palco.

Feito isso, ela saí de cena e sua dançarina faz um showzinho a parte enquanto ela troca de roupa e…volta vestida de fada pra cantar a música que jamais sairá de seu repertório. “Sálvame“, é a música que sempre leva os fãs a cantarem com todo o coração. E é sempre arrepiante ouvi-la ao vivo. Ainda mais, quando ela literalmente voa sobre o palco. Linda!

Passado o momento magia, a gente também tem uma Anahí rockeira. Toda espevitada e “fingindo” tocar muito, ela chega com sua guitarra e canta Claveles Importados, inédita mas que delira geral. Muito boa essa parte. Depois apresenta os músicos, os dançarinos e ela mesma como guitarrista. Dá uma escorregada na hora de ajoelhar e leva a galera a gargalhada.

Depois, do seu jeito mais fofo, ela nos faz lembrar os 4 anos de RBD, cantando um pouquinho deles.  Ao som de Así soy yo, Extraña sensación e Desapareció, ela finge encerrar o show. E aí sim, a galera grita sem pudor e se torna aquele público que por tanto tempo foi um só. Foi um dos momentos, em que ela subiu na caixa de som, e eu com o empurra-empurra estava ainda mais próxima e ela ficou tão cara a cara que eu travei geral. Gracias Any!

Mas, ela voltou e cumprindo com sua nova fase, veio toda “sexy”. Eu ri demais, porque sei lá…é engraçado. Só queria ter aquela barriga sarada dela, Jesus. Que é aquilo? rsrs E cantou “Hasta que me conociste”, e o povo delirouuuu… Toda safada! Depois, encerrou tocando os tambores cantando Probadita de mí, mas que fechou perfeitamente o Delírio que foi o show inteiro.

O show terminou, eu estava suada, cansada, rouca, com os pés doendo, mas…o sorriso continuava na cara. Depois de ver a rincha gigante por essa blusa que ela jogou, saí junto com a amiguinha de fila, encontramos o pai dela e Raquel nos esperando. Fomos embora e eu estava muito, muito feliz e cheia de orgulho da Anahí! E eu sabia que no outro dia teria mais.

Sim, porque o show extra estava super barato pra deixarmos passar. E por isso, no dia seguinte, no meio da tarde partimos rumo ao Leblon para um showzinho mais light, de pista e sem tanta preocupação. Oh god, quanta gente! #medo Fui esmagada sem nem estar na fila, e conseguimos um lugar bem ruinzinho. Mas deu pra ver super bem, porque ela vinha  toda hora pra caixa de som do nosso lado. Nunca vi um show de lado,esse foi o primeiro e bom…foi bom!

Então, tinha chegado o dia de ir embora. E uma chance pra encerrar essa viagem com chave de ouro.

O meu voo era às 09:30 da manhã de sábado. Chegamos ao aeroporto já sabendo que encontrariamos fãs por lá. Por que sim, a Anahí iria para Fortaleza naquela mesma manhã, daquele mesmo aeroporto. Enquanto eu despachava minha bagagem, vi os músicos fazendo check in. E fiquei nervosa. Eu tinha grande chances de encontrá-la na sala de embarque. As meninas, praticamente me obrigaram a entrar logo. E eu entrei. Mas, o azar ou sei lá o quê que me acompanha, me colocou no embarque internacional. E eu , que a principio não estava ligando muito e torcendo para ela não aparecer com medo de não reagir, fiquei frustrada com a ligação de Raquel me avisando que ela estava no embarque nacional, com voo atrasado, dentro da Lacoste. Estavamos separada apenas por uma porta de vidro. Fechada a 7 chaves.

E eu me frustei muito. Dei graças a Deus por não tê-la visto pelo vidro. Seria pior, muito pior.

Eu sei que quando entrei naquele maldito avião, não tenho vergonha de dizer, chorei. Chorei baixo e muito chateada, pensando no que poderia ter sido e por uma bobeira não foi. Agora eu começo a ver que não poderia fazer muita coisa, o destino não quis dessa vez. Mas eu fiquei muito triste. E percebi que aquela fã que eu pensava estar deixando pra trás, na verdade ainda está muito dentro de mim.  Independente do que pareça, ou do que digam, ela está aqui. E lateja a cada sensação frustrada como essa. Ainda mais ao se dar conta de que com o passar do tempo, as chances diminuem. As possibilidade vão desparecendo e a vida já não deixa tantas brechas.

A fé vai me cegando, mas eu insisto em voltar a acreditar a cada pensamento que me bate. É aí que entra aquele lance do saldo negativo. Eu sorri feito boba por dois dias. E já chorei por dois dias, só de escutar “Te puedo escuchar”. Só de lembrar. Só de pensar no que poderia ter sido, e por um erro do destino, não foi.

Talvez eu volte a pegar aquela carta e tente outra vez, buscar o meio termo. Continuarei sendo fã, amando e sorrindo a cada sucesso dessa menina. Não sei por quanto tempo mais, até quando o tempo  quiser. Não vou me cobrar, forçar a deixar isso de lado.  Só quero encontrar o meu equilibrio, para que eu não fique assim, tristinha, tantas vezes. Mas, é quase certo que eu não consiga de novo. E não vou me crucificar por isso. Faz parte do papel de ser fã. Faz parte do papel de amar alguém que eu não conheço só pelo que é, sem esperar nada em troca. Mesmo que por dentro há a esperança de que algum dia, não importa quando, eu receba um sorriso que seja, direcionado a mim…

nat1

Hay un lugar mucho más allá del sol…

20 Agosto, 2009 at 3:51 pm | In Coisa minha, Just me, Sonhos | 8 Comments
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…donde los sueños se hacen realidad.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é que, assim como da primeira vez que fui a um show do RBD jurando para mim mesma que encerreria aquela fase ali, eu fui a esse pocket show da Anahí. Por duas vezes eu me enganei, e não consegui deixar a fã para trás. Pelo contrário, só consegui querer muito mais…

Quando RBD acabou, e logo após o show de Adeus que fui, eu fiquei uns bons dias chorando à toa. Só de ouvir falar, só de pensar nessas três letras. E os pensamentos não me deixavam. Bom, me acostumei. Como tudo nessa vida, me conformei. Ainda gosto dos 6, sim. Alguns já não fazem parte da minha vida como antes. Outros eu vejo com mais frequencia. Uma não saiu de jeito nenhum e ocupou grande parte do vazio deixado pelo fim da banda. Ela que já entrou e saiu da minha vida uma vez, quando eu ainda era pequena. Voltou, e quando eu pensei que fosse sair de novo, bateu o pé e não quer me deixar parar de ser fã. Alguém avisa a Anahí, que eu preciso deixar isso um pouco de lado? (ou não?)

Não. Por que é bom. É muito bom ser fã. Ainda que eu chore, desanime, sofra. Faz parte do papel. Assim como faz parte vibrar, cantar, sorrir, chorar de alegria, esperar por um pouco que vira um muito inesquecível. E então, podem avisar a Any, que enquanto esse amor de fã existir aqui em mim, estarei seguindo-a. Ok?

Enfim…eu a segui. Ou terá sido ela a me seguir? Não sei dizer, só posso afirmar e agradecer ao destino e sua mega oportunidade.

Tudo começou quando anunciaram que ela viria em Agosto, para os pockets shows em algumas cidades. É caro, eu sei. Mas eu não estava preocupada com isso. Na verdade eu não via possibilidade de ir, e estava extremamente conformada em ficar de fora. Claro que nos dias em que ela estivesse no Brasil, eu ficaria muito chata e chorona, mas estava conformada. E segui la vida…Comecei a combinar na brincadeira com Raquel, uma viagem para Salvador no mesmo mês, pra afogar as mágoas de não ver Any, ir ao casamento da nossa prima, tirar fotos no estilo Prêmio juventud e conhecer a cidade do sol. Tá né…fomos combinando, sem muita fé. E ainda brincamos mais. Quem sabe não teria showzinho dela por lá justo na época.Sonho puro . Afinal, se RBD nunca foi à Salvador, Anahí sozinha é que não iria. Ledo engano…Ainda bem!

Não é que, com casamento marcado dia 08 e quase tudo certo para irmos, um estalo na agendinha dos pockets aponta a capital baiana no dia 09? É sorte, destino, mão de Deus mesmo. Eu não podia perder a oportunidade não é ? E mais, com o menor preço de todas as cidades. Não restava dúvidas, eu iria vê-la de qualquer jeito. Sim, com aquele pensamento lá de cima: vi, sonhei, realizei, e acabou tá?Então tá..

O pocket show+meet seriam alguns segundos com ela, em dupla. Duas fotos e umas 4 músicas. Pra qualquer fã, isso é mais do que um sonho. Podem ter certeza! E foi…

Ingressos comprados, dias contados até a viagem.Tudo era festa, e lá, eu não estava nem um pouco animada. Cheguei a pensar que a fã estava indo embora mais cedo do que o esperado. Nem lembrava que domingo estava batendo na porta, até ele…realmente bater. Quando andamos até a Maddre, só pra ver se tinha movimento, duas horas antes do horário marcado, é que minha ficha  começou a cair. E quem não estava nervosa, virou um poço de nervosismo.

Voltamos pra casa, e depois de pronta, enquanto Raquel se arrumava eu fiquei pensando. Tive vontade de desistir, medo de não saber o que fazer, vergonha ainda maior de Anahí. Tive vontade de sair correndo, fugir. Fiquei com cara de boba, sem saber o que fazer até chegar lá ouvindo Raquel dizendo que na fila faria o treinamento comigo e se preparando para o barraco que não aconteceu. Ah….como se na hora fosse fácil.

Aquela fila, aquelas pessoas. Todas felizes, nervosas e esperando. Eu não estava preparada para aquilo. Não mesmo. Foi tudo muito automático e rápido. Em pouco tempo já tinhamos entrado – numa fila desorganizada que nos beneficiou – e passamos a esperar lá dentro. Sem saber se ela já tinha chegado, se já tinha começado. E quando percebi que sim, já tinha começado, e as primeiras pessoas saiam chorando, emocionadas e em êxtase lá de dentro, meu coração acelerou. E não parou mais, até passarmos por aquela cortina e ele parar.

Eu não sei explicar a sensação de vê-la ali na frente, atrás daquele balcão e grande que já pouco me importava. Enquanto as duas fãs da frente eram abraçadas,e ouvi dela a palavra “foto”, fiquei olhando sem saber o que sentir, o que esperar. Ela parecia uma bonequinha, perfeita. Vi as meninas indo embora, e não me mexi. Vi Raquel indo e comecei a ir também. Sem rumo, até alguém me colocar do outro lado. Ouvi Raquel a cumprimentando animada, vi ela se virando pra mim, estendendo o braço e recebendo o meu abraço. Eu estava com a mão no rosto, meio engasgada. Ela, eu acho, me perguntou como eu estava. Eu, sem reação só consegui dizer, ainda em meio ao seu abraço.

- Meu Deus, Any…

Sim, só isso. Frase de quem não acredita que aquele momento era real. De que ela realmente estava ali. E de que eu, também estava. Ela sorriu, um sorriso contagiante, e se virou para a foto. O meu presente, o albúm que fiz pra ela, como se fosse uma carta, dizendo tudo o que eu sempre quis dizer e não teria tempo, nem voz, nem coragem pra dizer ali, estava nas minhas mãos, fora da sacolinha e em cima do balcão. Raquel se virou pra ela, rápido e disse que eu tinha feito com muito carinho. Any pegou das minhas mãos, colocou no colo e o olhando disse com sua voz rouca mais terna do mundo: Muchas Gracias.

Eu, só a olhando, boba mesmo. Ela pegou o cartão autografado, a pulseirinha, entregou pra mim e ainda disse: “Yo también tengo un regalo para ti”. Agradeci e já estavam me tirando. Não lembro de ter me despedido. Ela sim, se despediu. E eu saí, me deixei ser levada pra fora.Deixando pra trás tudo o que eu sempre quis durante esses anos…

Isso tudo não durou mais que 15 segundos. Os melhores 15 segundos. Mágicos, inesqueciveis, surreais.

Saímos rindo,eu com a sacolinha sem o presente – e que deveria ter ficado com ela – nas mãos.Descemos ainda rindo, as pessoas na fila perguntando e fomos pra frente do palco. Não tinha muita gente, dava pra ver bem, com uma pessoa entre a grade e o palco. E foi aí que minha ficha caiu de vez. Já tinha passado. Eu esperei tanto por aquilo e a sensação de frustração por não ter aproveitado era irritante.

Olhava pra Raquel e só conseguia repetir que queria voltar lá pra dentro. E não consegui segurar as lágrimas que já estavam descendo sem pedir. Sentei no sofázinho do canto e chorei, não muito. Tentando me controlar. Mas me martirizando por dentro. Chorei por não ter conseguido falar. Por não ter olhando em seus olhos como eu queria. Não ter tido uma chance maior. Não ter me despedido direito. Não ter aproveitado como eu deveria. É uma sensação tão ruim, depois de tanta magia. E eu tinha certeza, a minha fã não morreria ali. Eu queria muito mais. Eu quero muito mais.

Controlada, eu guardei meu cartão e minha pulseira e fui pegar meu lugar. Não poderia perder mais nenhuma chance, de chegar o mais perto possível, de prender meus olhos nela durante mais alguns minutos apenas pra depois perdê-la de vista por tempo indeterminado.

Eu não me importava com o aperto não. Já tinha passado por piores, e seria por pouco tempo. Quando ela entrou, tão rápido, tão de repente, outra vez meu coração acelerou. Aquele trenzinho pequenoooo naquele palco. Aquele sorriso que eu não esqueço nunca. Aquela felicidade que eu via nela. Outra vez, não consigo descrever. Tentei prestar atenção a cada palavra dela, a cada movimento e graças a Deus, eu tive a sensação de ter demorado muito. Foram umas 5 músicas, mas pareceu pra mim uma eternidade. Não que eu não aceitaria muito mais, claro que sim.rs. Cantamos juntos, a vi brincar, pular, arrasar. Quis chorar algumas vezes, mas não me permiti. Me puni em certos momentos, que ao invés de aproveitar eu era tomada por pensamentos do tipo: Eu nunca mais vou vê-la, meu Deus…

Até ela se despedir. Sair do palco, da minha visão. Ainda sob um êxtase eu não desanimei. Estava feliz até demais. Tinha sonhado, realizado. Tinha chorado, era verdade, mas fazia parte. Fomos andando pra casa, tentando lembrar dos detalhes. Sem muito sucesso. Não foi tão ruim quanto imaginamos. Mas não foi tão perfeito, como de verdade, era meu sonho. Afinal, sonho é sempre perfeito. Realidade tem suas falhas, que podem ser grandes -e não foram – mas não cortam a mágica do realizar.

O baixo astral veio depois. Aquelas sensações do choro antes do show, voltaram com mais força. Ver, ler tanta gente contando seus sonhos perfeitamente realizados, atiça ainda mais a frustração. Não é inveja não, é só raiva de não ter me entregado mais. Sim, se alguém errou fui eu e produção com seu pouco tempo. Não ela. Ela não. Estava linda, simpática, uma fofa, um anjo…

Vai demorar um pouco pra que eu veja tudo com bons olhos. A felicidade, a sensação de sonho realizado, momento inesquecivel existem aqui. Mas, por enquanto a frustração está um pouco maior. Ainda mais misturada a quase certeza de que vê-la de novo, uma chance dessa, está muito distante. Tem show em novembro, os ingressos já estão a venda, mas…não posso comprar agora. Não sei o que me espera, é muito tempo – ou não – antes. Seja o que Deus quiser!

Porque sim, existe um lugar muito além do sol onde nossos sonhos viram realidade. Basta acreditar, querer, sonhar e ir atrás…que um dia, ele chega! Vou continuar sonhando…pois eu ainda acho que há mais espaço nesse lugar além do sol para meus sonhos…

A foto. Bom…quando eu sai do meet, não fazia idéia de como tinha saído na foto.Foi tão rápido que eu não lembrava onde estavam minhas mãos, a mão dela, meu sorriso. Eu teria cara de boba, feia ou não teria cara de boba. Ela sairia linda, eu sabia.(no fim, a foto não saiu tão ruim. Cara de “quero chorar”, travada, mas feliz!)  Na verdade, a foto é o que menos me importar nisso tudo. É bom pra lembrar, relembrar e voltar atrás. Mas..o essencial está tão guardado comigo, que foto nenhuma substitui.

Foi um sonho. Meu sonho real. Eu não tenho palavras pra descrever o momento. Só sei que foi bom, muito bom. Como eu já disse, os segundos mais emocionantes. Mais ainda do que aqueles no aeroporto, em Maio. Muito mais.

Ai pequena…hoje, eu só peço a Deus, a todo instante, que as palavras escritas por mim naquele livro entregue em suas mãos, continuem contigo. Ou que pelo menos as tenha lido e sentido todo o meu carinho. Eu só queria que soubesse que esse amor de fã aqui….é grande demais! E isso, bastaria.

nat1

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* Bom, eu sei que foi grande e ninguém é obrigado a ler. Sei que sou julgada por tudo isso, mas eu falo pra quem quiser ler e ouvir que não tenho VERGONHA de nenhuma palavra escrita aqui. Como eu já disse uma vez, sonho é de quem sonha. E gosto é de cada um. Eu tenho liberdade o suficiente pra gostar de quem eu quiser, de achar bom o que vier à minha cabeça. Se eu escrevi, foi mais pra mim, do que pros outros. Quis compartilhar, o blog é meu e conto um pouco da minha vida nele. E…queiram ou não, achem bom ou ruim…esse momento foi parte dela.


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