Uma caixa do tempo
8 Setembro, 2009 at 11:11 pm | In Coisa minha, Opinião | 3 CommentsTags: lembranças, Lição, momentos, Opinião, tempo, Textos
Una caja del tiempo
Quisiera tener una caja del tiempo donde todos los momentos fueran eternos y no etéreos.
Quisiera que los momentos mágicos no se fueran jamás.
¿Será que la magia siempre tiene un final?
Quiero entender por qué será que en la vida nada permanece igual.
¿Por qué te vas?¿Por qué me voy?¿Será que algún dia te volveré a encontrar?
Quisiera encontrar el remedio perfecto para no extrañar, saber que la vida te da momentos inolvidables para guardar.
Quisiera que esos momentos no se fueran jamás…O poder regresar el tiempo para volver a empezar.
Quiero entender por qué será que en la vida nada permanece igual…
(Dulce Maria, en Dulce Amargo)
Seria bom poder eternizar aqueles momentos que desejamos viver para sempre. Bom, muito bom que eles fossem eternos.
Mas, às vezes eu acho que, se isso fosse possível não seria tão bom quanto é recordá-los. Muitas vezes, viver em nossas mentes e lembranças toda a magia de momentos inesqueciveis, pode ser melhor do que de fato, o passado vivido.
Com o tempo, muito de um momento vai se perdendo. Se desgasta, perde um pouco do sabor, do perfume, os sons tornam-se falhos, as imagens borradas. O essencial continua com a gente. A certeza do ato vivido, do sonho realizado, do amor amado, da tarefa cumprida. Essas coisas não se perdem, continuam nossas. Seria bom, então, que pudessemos voltar no tempo sim. Quando o inesquecível vai perdendo a cor na lembrança, voltassemos lá atrás, e vivessemos tudo outra vez. Por aqueles segundos, minutos, horas ou dias. E, num passe de mágica, na realidade, tudo voltasse a ser um arco-íris. Um disco perfeito. Um vidro cheio da melhor fragância.
Não dá. Não temos esse poder(ainda!).
Só o que resta são as lembranças mesmo. A saudade que bate. E que de forma alguma é ruim. Pode machucar, pode fazer chorar, mas é a mais pura demonstração de que tudo valeu a pena em algum momento. De que aquele instante foi nosso, e será sempre nosso. Em dimensões diferentes, mas nosso.
É por isso que devemos valorar cada momento. Que nos faça rir ou chorar, cada um deles é único. Grande ou pequeno, eles são únicos. Individuais ou coletivos, continuam sendo únicos. Um vacilo qualquer, e ele passou. Já não se pode voltar. Já não se pode viver com a mesma intensidade.
Somente podemos abrir a nossa caixa do tempo, e recordarmos vivendo em lembranças. E ainda bem, temos uma caixa com capacidade infinita. Que é nada mais, nada menos que a relação cúmplice e perfeita da nossa mente, do nosso coração e da nossa história, escrita por nossas próprias mãos.
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E somos nós sim, os feios.
24 Abril, 2009 at 3:06 pm | In Dia-a-Dia, Na net, Opinião | 6 CommentsTags: Lição, Suzan Boyle
Somos nós que temos um preconceito hipócrita e abusivo .
Somos nós quem julgamos por aparências e não acreditamos nos sonhos dos outros.
Somos nós aqueles que preferimos rir e ser irônico com alguém sem nem ao menos dar a chance deles nos mostrarem que são capazes.
E somos nós, os verdadeiros feios da história. Os que por algum motivo – real ou não; aberto ou oculto – nos achamos melhor e vemos que temos muito a aprender com quem sempre achamos não ter nada a ensinar.
Ontem, eu vi o post da Taty falando desse vídeo.
Eu vi sinceridade nos olhos desse homem, e só não julguei por que já sabia o contexto da história. Se não soubesse, tenho certeza que o faria e terminaria com a mesma expressão chocada de todos ali presente. Eu vi alguém que levado por todo o preconceito tem medo de acreditar nele mesmo. Mas que teve coragem de ir adiante e mostrou que pode sim, sonhar. E que é capaz de realizar seu maior sonho. Esse homem é Paul Poots.
E hoje, alguém que ganhou os jornais com a mesma lição de Paul. Uma mulher que foge dos padrões e que nos leva ao riso. Um riso que se torna sem graça ao soltar de sua voz. Nos olhos dessa mulher eu vi uma pureza e uma inocência. Eu não vi medo e insegurança. E em comum com Paul, a coragem de levar seu sonho adiante. Colocá-lo em jogo diante de tanto preconceito. E outra vez eu vi, “o patinho feio” se mostrar o mais belo dos gansos. Essa mulher é Suzan Boyle.
Um chega pra lá em qualquer preconceito, não é?
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