Hay un lugar mucho más allá del sol…

20 Agosto, 2009 at 3:51 pm | In Coisa minha, Just me, Sonhos | 8 Comments
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…donde los sueños se hacen realidad.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é que, assim como da primeira vez que fui a um show do RBD jurando para mim mesma que encerreria aquela fase ali, eu fui a esse pocket show da Anahí. Por duas vezes eu me enganei, e não consegui deixar a fã para trás. Pelo contrário, só consegui querer muito mais…

Quando RBD acabou, e logo após o show de Adeus que fui, eu fiquei uns bons dias chorando à toa. Só de ouvir falar, só de pensar nessas três letras. E os pensamentos não me deixavam. Bom, me acostumei. Como tudo nessa vida, me conformei. Ainda gosto dos 6, sim. Alguns já não fazem parte da minha vida como antes. Outros eu vejo com mais frequencia. Uma não saiu de jeito nenhum e ocupou grande parte do vazio deixado pelo fim da banda. Ela que já entrou e saiu da minha vida uma vez, quando eu ainda era pequena. Voltou, e quando eu pensei que fosse sair de novo, bateu o pé e não quer me deixar parar de ser fã. Alguém avisa a Anahí, que eu preciso deixar isso um pouco de lado? (ou não?)

Não. Por que é bom. É muito bom ser fã. Ainda que eu chore, desanime, sofra. Faz parte do papel. Assim como faz parte vibrar, cantar, sorrir, chorar de alegria, esperar por um pouco que vira um muito inesquecível. E então, podem avisar a Any, que enquanto esse amor de fã existir aqui em mim, estarei seguindo-a. Ok?

Enfim…eu a segui. Ou terá sido ela a me seguir? Não sei dizer, só posso afirmar e agradecer ao destino e sua mega oportunidade.

Tudo começou quando anunciaram que ela viria em Agosto, para os pockets shows em algumas cidades. É caro, eu sei. Mas eu não estava preocupada com isso. Na verdade eu não via possibilidade de ir, e estava extremamente conformada em ficar de fora. Claro que nos dias em que ela estivesse no Brasil, eu ficaria muito chata e chorona, mas estava conformada. E segui la vida…Comecei a combinar na brincadeira com Raquel, uma viagem para Salvador no mesmo mês, pra afogar as mágoas de não ver Any, ir ao casamento da nossa prima, tirar fotos no estilo Prêmio juventud e conhecer a cidade do sol. Tá né…fomos combinando, sem muita fé. E ainda brincamos mais. Quem sabe não teria showzinho dela por lá justo na época.Sonho puro . Afinal, se RBD nunca foi à Salvador, Anahí sozinha é que não iria. Ledo engano…Ainda bem!

Não é que, com casamento marcado dia 08 e quase tudo certo para irmos, um estalo na agendinha dos pockets aponta a capital baiana no dia 09? É sorte, destino, mão de Deus mesmo. Eu não podia perder a oportunidade não é ? E mais, com o menor preço de todas as cidades. Não restava dúvidas, eu iria vê-la de qualquer jeito. Sim, com aquele pensamento lá de cima: vi, sonhei, realizei, e acabou tá?Então tá..

O pocket show+meet seriam alguns segundos com ela, em dupla. Duas fotos e umas 4 músicas. Pra qualquer fã, isso é mais do que um sonho. Podem ter certeza! E foi…

Ingressos comprados, dias contados até a viagem.Tudo era festa, e lá, eu não estava nem um pouco animada. Cheguei a pensar que a fã estava indo embora mais cedo do que o esperado. Nem lembrava que domingo estava batendo na porta, até ele…realmente bater. Quando andamos até a Maddre, só pra ver se tinha movimento, duas horas antes do horário marcado, é que minha ficha  começou a cair. E quem não estava nervosa, virou um poço de nervosismo.

Voltamos pra casa, e depois de pronta, enquanto Raquel se arrumava eu fiquei pensando. Tive vontade de desistir, medo de não saber o que fazer, vergonha ainda maior de Anahí. Tive vontade de sair correndo, fugir. Fiquei com cara de boba, sem saber o que fazer até chegar lá ouvindo Raquel dizendo que na fila faria o treinamento comigo e se preparando para o barraco que não aconteceu. Ah….como se na hora fosse fácil.

Aquela fila, aquelas pessoas. Todas felizes, nervosas e esperando. Eu não estava preparada para aquilo. Não mesmo. Foi tudo muito automático e rápido. Em pouco tempo já tinhamos entrado – numa fila desorganizada que nos beneficiou – e passamos a esperar lá dentro. Sem saber se ela já tinha chegado, se já tinha começado. E quando percebi que sim, já tinha começado, e as primeiras pessoas saiam chorando, emocionadas e em êxtase lá de dentro, meu coração acelerou. E não parou mais, até passarmos por aquela cortina e ele parar.

Eu não sei explicar a sensação de vê-la ali na frente, atrás daquele balcão e grande que já pouco me importava. Enquanto as duas fãs da frente eram abraçadas,e ouvi dela a palavra “foto”, fiquei olhando sem saber o que sentir, o que esperar. Ela parecia uma bonequinha, perfeita. Vi as meninas indo embora, e não me mexi. Vi Raquel indo e comecei a ir também. Sem rumo, até alguém me colocar do outro lado. Ouvi Raquel a cumprimentando animada, vi ela se virando pra mim, estendendo o braço e recebendo o meu abraço. Eu estava com a mão no rosto, meio engasgada. Ela, eu acho, me perguntou como eu estava. Eu, sem reação só consegui dizer, ainda em meio ao seu abraço.

- Meu Deus, Any…

Sim, só isso. Frase de quem não acredita que aquele momento era real. De que ela realmente estava ali. E de que eu, também estava. Ela sorriu, um sorriso contagiante, e se virou para a foto. O meu presente, o albúm que fiz pra ela, como se fosse uma carta, dizendo tudo o que eu sempre quis dizer e não teria tempo, nem voz, nem coragem pra dizer ali, estava nas minhas mãos, fora da sacolinha e em cima do balcão. Raquel se virou pra ela, rápido e disse que eu tinha feito com muito carinho. Any pegou das minhas mãos, colocou no colo e o olhando disse com sua voz rouca mais terna do mundo: Muchas Gracias.

Eu, só a olhando, boba mesmo. Ela pegou o cartão autografado, a pulseirinha, entregou pra mim e ainda disse: “Yo también tengo un regalo para ti”. Agradeci e já estavam me tirando. Não lembro de ter me despedido. Ela sim, se despediu. E eu saí, me deixei ser levada pra fora.Deixando pra trás tudo o que eu sempre quis durante esses anos…

Isso tudo não durou mais que 15 segundos. Os melhores 15 segundos. Mágicos, inesqueciveis, surreais.

Saímos rindo,eu com a sacolinha sem o presente – e que deveria ter ficado com ela – nas mãos.Descemos ainda rindo, as pessoas na fila perguntando e fomos pra frente do palco. Não tinha muita gente, dava pra ver bem, com uma pessoa entre a grade e o palco. E foi aí que minha ficha caiu de vez. Já tinha passado. Eu esperei tanto por aquilo e a sensação de frustração por não ter aproveitado era irritante.

Olhava pra Raquel e só conseguia repetir que queria voltar lá pra dentro. E não consegui segurar as lágrimas que já estavam descendo sem pedir. Sentei no sofázinho do canto e chorei, não muito. Tentando me controlar. Mas me martirizando por dentro. Chorei por não ter conseguido falar. Por não ter olhando em seus olhos como eu queria. Não ter tido uma chance maior. Não ter me despedido direito. Não ter aproveitado como eu deveria. É uma sensação tão ruim, depois de tanta magia. E eu tinha certeza, a minha fã não morreria ali. Eu queria muito mais. Eu quero muito mais.

Controlada, eu guardei meu cartão e minha pulseira e fui pegar meu lugar. Não poderia perder mais nenhuma chance, de chegar o mais perto possível, de prender meus olhos nela durante mais alguns minutos apenas pra depois perdê-la de vista por tempo indeterminado.

Eu não me importava com o aperto não. Já tinha passado por piores, e seria por pouco tempo. Quando ela entrou, tão rápido, tão de repente, outra vez meu coração acelerou. Aquele trenzinho pequenoooo naquele palco. Aquele sorriso que eu não esqueço nunca. Aquela felicidade que eu via nela. Outra vez, não consigo descrever. Tentei prestar atenção a cada palavra dela, a cada movimento e graças a Deus, eu tive a sensação de ter demorado muito. Foram umas 5 músicas, mas pareceu pra mim uma eternidade. Não que eu não aceitaria muito mais, claro que sim.rs. Cantamos juntos, a vi brincar, pular, arrasar. Quis chorar algumas vezes, mas não me permiti. Me puni em certos momentos, que ao invés de aproveitar eu era tomada por pensamentos do tipo: Eu nunca mais vou vê-la, meu Deus…

Até ela se despedir. Sair do palco, da minha visão. Ainda sob um êxtase eu não desanimei. Estava feliz até demais. Tinha sonhado, realizado. Tinha chorado, era verdade, mas fazia parte. Fomos andando pra casa, tentando lembrar dos detalhes. Sem muito sucesso. Não foi tão ruim quanto imaginamos. Mas não foi tão perfeito, como de verdade, era meu sonho. Afinal, sonho é sempre perfeito. Realidade tem suas falhas, que podem ser grandes -e não foram – mas não cortam a mágica do realizar.

O baixo astral veio depois. Aquelas sensações do choro antes do show, voltaram com mais força. Ver, ler tanta gente contando seus sonhos perfeitamente realizados, atiça ainda mais a frustração. Não é inveja não, é só raiva de não ter me entregado mais. Sim, se alguém errou fui eu e produção com seu pouco tempo. Não ela. Ela não. Estava linda, simpática, uma fofa, um anjo…

Vai demorar um pouco pra que eu veja tudo com bons olhos. A felicidade, a sensação de sonho realizado, momento inesquecivel existem aqui. Mas, por enquanto a frustração está um pouco maior. Ainda mais misturada a quase certeza de que vê-la de novo, uma chance dessa, está muito distante. Tem show em novembro, os ingressos já estão a venda, mas…não posso comprar agora. Não sei o que me espera, é muito tempo – ou não – antes. Seja o que Deus quiser!

Porque sim, existe um lugar muito além do sol onde nossos sonhos viram realidade. Basta acreditar, querer, sonhar e ir atrás…que um dia, ele chega! Vou continuar sonhando…pois eu ainda acho que há mais espaço nesse lugar além do sol para meus sonhos…

A foto. Bom…quando eu sai do meet, não fazia idéia de como tinha saído na foto.Foi tão rápido que eu não lembrava onde estavam minhas mãos, a mão dela, meu sorriso. Eu teria cara de boba, feia ou não teria cara de boba. Ela sairia linda, eu sabia.(no fim, a foto não saiu tão ruim. Cara de “quero chorar”, travada, mas feliz!)  Na verdade, a foto é o que menos me importar nisso tudo. É bom pra lembrar, relembrar e voltar atrás. Mas..o essencial está tão guardado comigo, que foto nenhuma substitui.

Foi um sonho. Meu sonho real. Eu não tenho palavras pra descrever o momento. Só sei que foi bom, muito bom. Como eu já disse, os segundos mais emocionantes. Mais ainda do que aqueles no aeroporto, em Maio. Muito mais.

Ai pequena…hoje, eu só peço a Deus, a todo instante, que as palavras escritas por mim naquele livro entregue em suas mãos, continuem contigo. Ou que pelo menos as tenha lido e sentido todo o meu carinho. Eu só queria que soubesse que esse amor de fã aqui….é grande demais! E isso, bastaria.

nat1

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* Bom, eu sei que foi grande e ninguém é obrigado a ler. Sei que sou julgada por tudo isso, mas eu falo pra quem quiser ler e ouvir que não tenho VERGONHA de nenhuma palavra escrita aqui. Como eu já disse uma vez, sonho é de quem sonha. E gosto é de cada um. Eu tenho liberdade o suficiente pra gostar de quem eu quiser, de achar bom o que vier à minha cabeça. Se eu escrevi, foi mais pra mim, do que pros outros. Quis compartilhar, o blog é meu e conto um pouco da minha vida nele. E…queiram ou não, achem bom ou ruim…esse momento foi parte dela.


Então, um ano…

10 Maio, 2009 at 2:05 pm | In Coisa minha, Sonhos | 3 Comments
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“(…)Porque el regalo más grande es sólo nuestro
para siempre…(…)”
El Regalo más grande - Tizziano Ferro

 

Um dia normal, pronto pra virar especial. Uma agonia aparente, um ansiedade que não se explica. Os corpos se aglomerando, o ar insuficiente e o calor que aumentava a cada segundo, a cada pessoa que se juntava a multidão. As luzes apagadas, os gritos histéricos, os olhos que não sabiam para onde mirar. A sensação de que o sonho estava prestes a começar,sem saber que tudo já fazia parte dele. O antes, o durante, e sem sombra de dúvidas, O mais perfeito depois. 

Eu ainda posso ouvir os gritos, sentir o calor e o mal estar, buscar o ar que faltava e olhar para cada pedacinho diante de mim. Se eu quiser, também posso gritar e ouvir meus próprios gritos, meu próprio desespero, o meu choque ao me ver onde tanto planejei estar.E mais…eu posso sentir o frio, a fome, o desespero. Posso sentir a fraqueza e a sensação frustrante e humilhante que senti. Mas posso, acima de tudo, viver toda aquela assustadora e compensadora euforia e agonia de uma manhã inesquecível. Que foi muito mais do que imaginei.

Mas, com uma(enorme) diferença. Tudo isso eu só tenho nas minhas recordações, minha memória, minha mente, novamente um sonho nos meus sonhos. Por que, o sonho real eu vivi há um ano. Já um ano!

E se tem uma coisa que eu posso garantir, é que, durante todos os dias dessas 4 estações que já se passaram, não houve UM em que eu não me lembrasse de tudo e desejasse poder voltar um segundo daquele sonho. Não mesmo…

Tanta coisa aconteceu nesse tempo.Tanta coisa mudou e mudou. Tanta coisa continuou a mesma…

Eu  intercalei momentos de raiva e arrependimento, com momentos  de orgulho e satisfação. Raiva de mim, de tudo,de todos. Me achei idiota,fútil e tudo o de pior. Me arrependi de muita coisa que fiz, coisas que falei,momentos a que me entreguei. E me arrependi principalmente, de muita coisa que eu NÃO fiz. Descobri que me enganei com alguns pontos, somente agora. Mas quejá não importam, e não afetam todo o meu sonho(são indiferentes para mim). Me orgulhei do que consegui, do quanto lutei, de tudo que eu enfrentei pra chegar ali. E sorri de satisfação tantas vezes eu lembrava de qualquer milésimo de segundo daquelas dias de um ano atrás.

Eu amadureci muita coisa também. Agora, tempos depois, é mais fácil pensar em tudo sem tantas decepções ou frustações. Talvez, as lembranças voltem mais borradas, com mais falhas. Mas, ainda bem e espero que para sempre, o essencial continua comigo. Antes, eu me forçava e me desesperava a lembrar de todos os minutos, de todos os detalhes. Hoje eu sei que isso, de verdade, não é o mais importante.Não mesmo.

Ainda me pego chorando, muito. De uma saudade pura, de uma vontade incessante de poder voltar esse tempo, ainda que pra fazer tudo da mesma forma. Apesar dos pontos de arrependimento, eu não reclamaria nem um pouco de viver tudo como foi. Perfeito, surreal, mágico.
Eu me pego, felizmente, rindo, muito mais ainda.Sozinha! E não tenho vergonha de dizer. É muito bom,é coisa minha, foi meu sonho. É meu sonho!

O tempo passou muito rápido. Um ano é tempo demais! Se antes eu o contava, milimetricamente, hoje eu já deixei pra lá. Não tenho controle sobre ele, infelizmente. E é bom que passe, que leve as sobras e deixe só o que de verdade eu preciso. 

E o tempo agora, é o que menos importa. Pode passar quanto quiser, mas a intensidade do que eu guardo comigo me faz sentir que ainda parece que foi ontem…

Aqueles sorrisos, aquelas vozes, aquelas canções. Aquele medo, aquela ansiedade e aquelas frustações. As realizações, aquele sonho, tudo o que sempre quis sem saber. Foi tudo o que me restou e são minhas lembranças. E estas, são com certeza, o meu maior presente. Só meu, para sempre.

nat1

 

Além do querer

30 Janeiro, 2009 at 1:28 pm | In Coisa minha, Just me, Sonhos | 3 Comments
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Ela não imaginou que seria tão difícil.Pensou que seria estranho, de repente, ver tudo chegando ao fim. Mas agora, cara a cara com a realidade que lhe assombra, ela não está conseguindo controlar os sentimentos desencontrados que chegam sem avisar em certos momentos, bem frequentes.

Ela tinha certeza que seria simples. De que ficariam as melhores recordações, as maiores lembranças, os inesqueciveis momentos. Que os sorrisos seriam gargalhadas ao se lembrar de cada dia que passou durantes esses anos. Que as lágrimas viriam das muitas risadas dadas. Que o orgulho lhe encheria o peito ao se dar conta de tudo o que fez, viveu, sentiu. De que a sensação de dever cumprido também chegaria com esse fim esperado e…ao mesmo tempo, inesperado.

Só que ela esqueceu, ou preferiu não se dar conta, de que outros sentimentos não tão bons também fariam parte desse momento. E foi seu maior erro. Passou batido por sua mente que ficariam também para trás toda uma história de apego que não se explica. Uma saudade dolorida da confirmação de que aqueles tantos momentos maravilhosos seriam agora um passado imutável. De que ficaria um culpa por não ter feito tanta coisa. Da sensação frustrante de achar que o tanto que ela fez não foi o bastante para mostrar o quanto aquilo importava. Ela esqueceu de avisar, com todas as letras ao seu coração, de que realmente não tinha mais volta.

En cualquier momento,
a la orilla de algun beso,
vas a tropezar conmigo, sin quererlo.
Para descubrir de nuevo
Que no hay nadie que detiene
Los recuerdos
.

Ela sabe que algum dia, querendo ou não, os seus passos irão tropeçar com os outros. Alguns já estão bem perto de se encontrarem. Ela só não sabe se dará conta de tanto caminho pela frente, e de tantos passos por ele. E outra vez ela irá ver e se lembrar de tudo. Que nada e nem ninguém poderá parar as recordações que irão voltar com tudo. E o pior, se acumularão com as novas que estão por chegar.

Tarde que temprano
sin saber como ni cuando
una lagrima 
te hará extrañar despacio

Agora, tudo ainda é muito recente. Ainda há o calor do momento de todos esses anos. Ainda há uma certa euforia que por enquanto, acalma. Ainda existe uma infeliz esperança de que tudo isso não passe de um engano. Mas a frieza de um fim já começa a aparecer sem dó. E então aqueles sentimentos bons passam a dar lugar para aqueles que a deixam totalmente para baixo.

Só que ela já está sentindo que não vai durar muito tempo. Que as nuvens irão cobrir de vez esse resto de acontecimentos que trazem uma tranquilidade. E ela já começa a se assustar pelo que está por vir, e ela nem ao menos sabe o que é.

Uno de estos días
a lugar de una caricia
volverá de nuevo la melancolía
para darte la noticia
de que no me has olvidado todavía

E a qualquer momento, ela vai sentir aquela nostalgia lhe acertando em cheio. Fazendo ver e sentir que o passado já ficou pra trás, mandando através das recordações mais que frequentes o aviso de que ela não esqueceu de tudo. Ela não pode deixar tudo pra trás, ainda que em lembranças. Ela vai guardar para sempre, e com ela, tudo o que viveu. Ainda que doa, ainda que ela sofra. Ainda que o arrependimento, a culpa, a sensação de vazio a faça ver que ela poderia ter feito mais. E não fez. Mas como um pedaço que ficou lá atrás, ela vai saber que não pode fazer mais nada. Que não pode mudar o que não fez. Que infelizmente ainda não pode voltar no tempo e então fazer tudo o que deveria.

para olvidarte de mi
tendrías que renunciar a tanto amor que te di

E aí, depois de se dar conta de que nada pode mudar. Não sabe quando, mas ela vai suspirar e tentar se apegar a tudo de bom que ficou. E outros pedaços contarão uma nova história. Como uma meta estabelecida, ela vai passar a se apegar a todo o amor que foi colocado nesse anos que passaram. Um amor que ela sabe, recebeu em troca. Ainda que não de uma forma habitual, ainda que só em pensamento. Ela sentiu e isso irá confortá-la quando as dúvidas da culpa quiserem se apossar de seus pensamentos. Esse mesmo amor que torna tudo inesquecível fará com que ela veja que por mais que tente, por mais que mandem, por mais que se faça necessário…para que ela apague tudo isso de sua história, ela teria que deixar de lado também, aquele amor que o vento trouxe de tão longe. E isso, ela não quer. E nem deve!

É sua história. É sua vida. Foi ela quem viveu, foi ela quem sentiu, foi através de seus sonhos que muitas vezes foram tão altos, que ela lutou. E com a ajuda de uma força que veio nos mesmos ventos daquele amor que permanece, que ela em algum momento dessa história conseguiu chegar as nuvens. E percebeu que nem o céu era seu limite quando quis alguma coisa….Foi ela que, embora tenha conseguido menos do que muitos, chegou aonde outros tantos nem pensaram em chegar. E deve se orgulhar disso. De qualquer jeito. E ela sabe, e volta a repetir. Não sabe quanto tempo, não sabe como… mas irá se orgulhar. E irá olhar para trás com a sensação de que sim, fez o que pode e foi além do seu próprio querer. E não foi pouco.

Sigues dentro de mi corazón
por las fraces de cualquier cancion
sigo recorriendo todo tu interior 

Ao fim, em um futuro ainda mais distante. Ela vai rir de tudo, se lembrando com tanto carinho dessas dúvidas de agora. Desse baixo astral que sente em certos momentos. Um sorriso sincero de quem viveu momentos únicos, e que se em algum momento eles a fizeram chorar de dor e nostalgia, irão lhe fazer sorrir e sim, derramar lágrimas com uma saudade diferente. Uma saudade que não irá doer, apenas preencher seu coração.

 

[nat1

* Simplesmente, parte de mim! *

21 Dezembro, 2008 at 5:22 pm | In Coisa minha | Leave a Comment
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[...]I’m feeling too scared now. Just trying to understand[...]
(Keep it down low) 

Muitas vezes, o destino trata de fazer seu papel, ainda que de uma forma inusitada. Pessoas são colocadas diante de situações novas, pouco conhecidas ou já uma velha rotina. São apresentadas ao mundo sem, no entanto, imaginarem que deixariam marcas na vida de tanta gente. E que seriam marcados por essa experiência também. Foi assim, de repente e de mansinho, sem medo (?), e dispostos a conquistarem fãs por onde passassem prezando sempre por tantos valores, que eles chegaram até aminha vida. Se esperavam por tanto sucesso?Eu não sei..
Mas conseguiram algo mágico e inesquecível, isso eu posso garantir.

Eu, que depois de anos sendo uma grande fã de Sandy e Junior, achei que depois deles eu nunca mais fosse ter esse tipo de admiração por alguém. É algo que exige muito, e acreditei que não passaria por essa fase novamente. Nem queria.Doce engano meu. Saiu a dupla, e anos depois…entra em cena uma banda inteira.E agora, eu percebo que não tinha me enganado. Eu realmente não fui a mesma fã como fui dos primeiros. É diferente. São momentos diferentes, pessoas também diferentes. Um sentimento distinto, com a mesma base é claro, mas ainda assim,distintos. Maior, eu posso dizer.Muito mais forte…

Sobre esse sentimento que une um verdadeiro fã ao(s) ídolo(s), eu não sei dizer o que realmente ele é. Talvez uma mistura significante de tantos outros sentimentos. É um amor diferente do que  se sente normalmente, é uma admiração que pode não parecer, mas enxerga os limites, os erros. Que vibra com cada nova noticia, cada novo acerto. É uma paixão extravasada difícil de conter.  É um medo preso de perder qualquer momento, de que chegue ao fim. É uma espera constante pelo dia em que, então, ficará cara-a-cara com os personagens de seus sonhos. 

E não foi diferente dessa vez. A primeira coisa que eu senti, por incrível que pareça, foi antipatia. Lembro-me de, em 2006, estar andando na praia numa tarde de verão com algumas pessoas, e João Victor colocou pra tocar no celular uma nova modinha. Que eu nem ao menos sabia existir.

[...]Solo quedate en silencio 5 minutos…[...]

E quando me dei conta, isso estava lá em casa sem eu perceber. Eu querendo assistir Alma gêmea, e tendo que disputar a televisão com Maria e Lety assistindo Rebelde. A fonte dessa música e de tantas outras que agora enchem o meu mp4…Eu falando mal da novela, loucamente, para Joyce pelo MSN e ela com raiva. Hoje conversas sobre Dulce são diárias… Eu achando ridículo mais uma novelinha mexicana(não que eu não goste, adoro.), bobinha. De fato ainda a acho um pouco assim…Mas hoje, acompanho tudo de novo pela reprise no canal fechado…

E ainda há quem diga que o ódio nunca vira amor.

Não consigo me recordar muito bem como essa mudança aconteceu. Acho que fui me acostumando e quando vi, já não perdia um capitulo da novela. Não faço idéia de datas, se foi ou antes ou depois daquela tragédia no Brasil, em Fevereiro. Não sei como reagi, o que pensei quando vi o que aconteceu naquela tarde de autógrafos. Eu sei que depois disso, fui começando a gostar de verdade. Muito. Ainda nesse verão, depois de Lety e Joyce terem me apresentando ao mundinho Rebelde, foi a vez de trazer Raquel para dentro dele.A menina logo ficou vidrada no Bustamante.Amor a primeira vista,Quel? E estamos aí, até hoje. 

Daí pra frente, a paixão foi ficando cada dia mais intensa. Um começo tímido, sem tanto ligar para a banda. Era só o vício pela novela mesmo, com seus casais, suas confusões. Como esquecer aqueles 6 personagens principais? Os seis que se tornaram, depois…os verdadeiros ídolos.

Não demorou muito pra isso, a banda saiu da novela e logo o sucesso tomou proporções que espantam até hoje. Eles podiam não ser os maiores exemplos de cantores, mas ninguém conquista tanta gente por nada não é? Havia toda uma magia envolta, invisível aos olhos de muitos que só sabiam criticar e os olhavam com preconceito. Havia uma integração entre aquela nova família, bonita de ser ver, ouvir e sentir. Havia algo inexplicável que contagiou fãs espalhados pelo mundo. E que me atraiu, completamente.

Foram muitos vídeos baixados, muitas músicas ouvidas insistentemente. Muitas palavras trocadas até com a parede, na falta de alguém disposto a ouvir sobre eles. Muitos planos feitos. Muita imaginação rolando. Muitas suposições, muitas lágrimas, muitos sorrisos. Quantas vezes virando madrugada a espera de vídeos daquele show? Daquela entrevistas? Quantas vezes a busca por uma foto qualquer se tornava uma saga sem fim? Como não se lembrar daquele dia inteiro sentadas aqui em frente ao PC, esperando pela apresentação ao vivo no show de uma rádio, hein Raquel?? Foram tantas novidades, tantas surpresas, tantos sustos, tanta coisa engraçada, tanto “trauma”, tanto amor, tantas palavras bonitas….tanta coisa impossível de deixar de lado.

Decididos, persistentes e buscando apenas semear felicidade e amor, eles quebraram barreiras, tabus e todos(ou quase) preconceitos. Foram eles mesmos, o tempo inteiro. Orgulhavam-se do que estavam fazendo e buscavam sempre pelo melhor. Mostraram que ser rebelde era apenas ser você.

[...]Y soy rebelde
Cuando no sigo a los demás
[...]
Y soy rebelde
Cuando me juego hasta la piel[...]
(Rebelde) 

Yo digo “R”, Tu dices “BD”.

Ainda em 2006, a primeira turnê no Brasil. 13 cidades seriam palco de um show muito esperado por todo o País. No auge do sucesso, a espera era grande por todas as partes, dos dois lados. Fãs e ídolos.

Eu estava no 3º ano, estudando o dia todo. Já sabia que não iria a nenhum show. Minha mãe também não tinha deixado. Eu tão pouco tinha dinheiro. Eu sei que se tivesse feito algum esforço, poderia ter ido. Mas preferi deixar como estava. E esse é um dos meus maiores pontos de arrependimento. Talvez eu não fosse tão fã ainda. Mas que eu queria estar presente naquele último show, naquele maracanã….isso eu queria. Teve show em BH, tão perto de mim…e eu não fazia questão nenhuma. Só queria se fosse o Rio.

No dia do show, eu fiquei extremamente nervosa em casa. Peguei alguns números de telefone, e fiquei ligando. Raquel estava sem celular e eu apelei pra qualquer alma caridosa que pudesse atender. Consegui ouvir alguns trechos e senti uma euforia sem tamanho. Gastei quase todo o meu crédito, mas com o coração feliz. O celular chegou da pane de tanto trem que eu apartava, mas eu pouco me importei. Naquele ano, foi o mais próximo que consegui chegar. E subi uns bons degraus na escada dos fãs. 

O DVD do maracanã é um dos mais perfeitos deles. É lindo ver, aquelas milhares de pessoas eufóricas em seus lugares. Num carinho, numa energia que o Brasil tem e eles fazem questão de ressaltar. E eles demonstravam cada minuto de satisfação de estar ali naquele palco, cantando num país que sempre  os acolheu de braços abertos. 

Em 2007, outra turnê. Na verdade uma passagem muito rápida pelo Brasil, poucos shows. Essa eu nem pensei na possibilidade de ir. Claro que mais uma vez, eu quis. Mas foi tão rápida que…passou. E eu não sei explicar bem, em 2007 a minha “paixão” deu uma esfriada. Eu ainda acompanhava muito, mas não me sentia tão ligada. Era como se, de repente…eu estivesse deixando de ser fã. Desci alguns degraus, mas ainda estava longe do térreo.

E eis que chega 2008. Os planos vieram com mais força, a fã voltou a gritar dentro de mim. Comecei a juntar meu dinheirinho, na esperança de qualquer show que estivesse por vir. Dessa vez eles não me escapariam não.

Diante da possível turnê que chagaria em maio, eu vi tudo escorrer pelas minhas mãos com a possibilidade de não ter. Lembro de ter chorado a noite inteira, acreditando que depois de tudo certo, nada mais aconteceria. E em uma noite de 1º de abril, eu vi tudo mudar outra vez. Confirmadas datas, eu não acreditei. Demorou para cair a ficha que sim, eu iria vê-los. Uma agonia para comprar ingressos e passagens, um nervoso antes da viagem. Seria o show da minha vida. E eu tinha uma meta. Vou até o Rio de Janeiro, assisto a esse show tão sonhado e planejado com as meninas e encerro a minha fase de fã. Eu queria isso. Mas mal sabia eu que tudo estava agora, só…

Lá, eu vi que as coisas seriam muito diferentes do que pensei, já no aeroporto de chegada.  O que eram aqueles fãs, e nós, esperando por eles que nem chegaram? E por aí  seguiram uma série de acontecimentos inesquecíveis. Desde a chegada de Tayra para se juntar a gente. E como ela foi importante pra nos dar tanto incentivo. Aquela fila divertida, aqueles momentos pré-show desesperadores. Como estava apertado ali, meu Deus. Mas eu não queria estar em outro lugar. Não mesmo. E quando, sobre o palco eu pude ver as 6 pessoas que tanto sonhei ver, eu tive uma certeza. Naquele momento, o paraíso era a área vip daquela HSBC arena. Mesmo com tanta gente, aquela emoção de primeiro show é inigualável. Eu queria tentar acompanhar cada um dos 6. E vibrava com cada momento naquele palco. Cada canção…me fazendo acreditar que o meu sonho estava sendo tão real.

E tudo foi muito além daquele show. Passamos a madrugada em frente ao hotel à espera de algum sinal, que não veio. Frio, fome…certa “humilhação”. Mas estávamos decididas a seguir lutando por alcançar um sonho ainda maior. E conseguimos, depois de muita luta, chegar até ele. Aqueles momentos embaraçosos naquele aeroporto jamais sairão de nossas mentes. Por mais tumultuado que tenha sido, foi tudo o que sempre quisemos ainda que sem saber.Cada olhada rápida, cada toque desajeitado, cada sorriso esperançoso….foi tudo se encaixando direitinho. E no fim, não poderíamos estar mais felizes. Se eu tinha ido pensando em deixar de ser fã, isso mudou completamente depois daquela manhã de sábado no Rio de Janeiro.

Uma semana depois eu estava em Belo Horizonte. Uma loucura que até hoje não sei como cometi. Eu queria assistir outro show, no Rio eu não tinha aproveitado tanto como gostaria e deveria, e me sentia na obrigação de ir a outro. E fui. Sozinha naquela BH, sem conhecer nada nem ninguém. Senti medo ao chegar naquele mineirinho sozinha, com aquela fila imensa. Lembrei de toda a magia do Rio, e tive vontade de sair correndo. Mas me segurei, conseguir furar uma fila e fiquei lá na frente. Ainda mais na frente. O show não poderia ter sido mais perfeito. Eu aproveitei cada segundo ali, sem fraquejar nenhum minuto. Foi mágico e inesquecível.Como sempre. 

E em agosto, eles anunciaram o fim da banda. Foi um baque, sim. Apesar de não ter sido tanta surpresa pra mim. Eu já imaginava que estaria perto do fim, tem uma hora que precisa acabar não é? Mas ter a certeza é muito ruim. A gente começa a imaginar um monte de coisa pra depois, como tudo vai ser, como tudo vai ficar. E começa uma nova luta pra tentar ir em um último show.


[...]
Como calmar esta profunda obsesión

Como le explico a mí alma que se terminó [...]
(Este corazón) 

Então, em novembro, a turnê de Adeus. Só de falar dá arrepio. Por um momento eu achei que não fosse conseguir ir a nenhum show, mas fiz de tudo pra estar lá. E eu estive. Foi talvez, um show ainda mais esperado que o primeiro. O frio na barriga  de saber que iria vê-los era enorme…uma ficha que não caia de jeito nenhum. As chances de vê-los fora do palco eram mínimas, mas não desistimos de tentar também. Como foi angustiante ficar naquele aeroporto o dia todo, numa espera interminável por algo que não veio. Chegar naquela arena tão tarde e encontrar todos lá dentro. Se enfiar no meio daquele aperto buscando a melhor visão, a maior proximidade.Da decepção ao ouvir que não seriam 6, e sim 5 sobre o palco. De ficar eufórica só com Pee Wee abrindo. E quando atrás daquelas cortinas, as 5 sombras se fizeram presentes. O coração acelerou de verdade. Meu Deus, teria que ser cada minuto bem aproveitado. Eu queria gravar cada rosto daquele, cada palavra, cada olhar…cada momento. E foi tudo tão emocionante, tão perfeito. Quando eles anunciaram que ainda voltariam ao Rio eu vi meu sorriso estremecer. Era jogar um balde água-fria sobre mim e fazer com que minha ficha caísse na marra de que aquele era o meu verdadeiro Adeus.

 

Alguien tan especial

[...]Pero tú en mis sueños siempre has de estar[...]
(Ser o parecer) 

Christian

[...] Se ama con la vida, sin miedo y sin medida,
Se ama a cielo abierto, de frente y sin complejos [...]
(Celestial)

Christian é o tipo de pessoa que arranca risadas até de uma parede. Mas que é extremamente sério quando tem que ser. Isso o torna  aquele garoto que todos amam, e seria impossível não amar.

Ele quebrou preconceitos, enfrentou criticas e julgamentos, mas não deu o braço a torcer. Foi ele mesmo o tempo todo e contou com a ajuda dos 5 companheiros incondicionalmente. E de TODOS os fãs. 

Alguém que é puro amor. É essa a sensação que tenho ao vê-lo. Ele exala amor sem esforço. Seu sorriso é espontâneo, seu olhar é cativante, suas palavras sempre tocam. Sempre forte e decidido. Sempre emocionando e emocionante. 

Quando ele entrou, no meu último show cantando Tu amor, eu senti uma raiva tão grande de mim. Que gritei isso na hora. Eu sempre disse que ele seria meu último na lista de preferidos.Não por não gostar dele, apenas por gostar um pouco mais dos outros. E se tem algo de que me arrependo amargamente, é de ter desviado dele DUAS vezes naquele aeroporto em maio. Eu não sei como pude ter sido tão idiota. Tenho certeza que teria sido muito bem recebida, tinha espaço e tinha a sua simpatia sempre ali. E eu simplesmente ignorei para ir atrás dos outros que estavam atrás. Acho que foi meu maior erro…e como dói. 

O melhor cantor dos 6. O amigo de todos. O menino palhaço. O menino maduro. O exemplo de força e determinação. O orgulho de tantos. Um autêntico Rebelde, que é o que é, não se importa com as criticas e preza pelo bem estar dos companheiros e dos fãs ainda que não seja o melhor pra ele. O menino amor…

[...]Si algun dia te vuelvo a ver,
Te prometo que voy a estar bien[...]
(Celestial)

Alfonso 

[...]Que hay cosas dentro de mí
Que puedo esconder
Y nadie más ve [...]
(Si no estás aquí)

Sentadas na calçada do Sheraton, sem muito que fazer a não ser esperar, começamos a tentar compreender essa música.Uma interpretação difícil do que Poncho queria dizer com ela. Ela ainda é um mistério pra mim.

O mesmo mistério que eu vejo nele. Não sei explicar, mas tem alguma coisa que não consigo enxergar no dono dos olhos mais lindos. Olhos que eu queria ter observado com mais atenção naquele aeroporto. Mas que a situação não permitiu.

Poncho também me transmite paz. Parece ser uma pessoa bem resolvida, madura e responsável naquilo que faz. E no que diz. Está sempre tentando colocar as coisas da melhor forma possível e justa. No começo, eu achei que fosse pura encenação…mas não, hoje eu acho que ele é assim mesmo.

Eu jamais vou esquecer dele cantando Si no estás aqui no primeiro show. O brilho nos olhos de quem não acreditava naquele “sucesso”. A música, sua música, é linda por si só. E eu me arrepiei. Quando ele passou correndo naquele aeroporto, eu só tive olhos pra ele e corri atrás. Queria me lembrar com mais detalhes daquele momento. É tudo meio borrado agora e isso me dá raiva. Eu sei que ele sorriu. Que ele foi simpático. Que ele falou algo e me recebeu. E eu poderia ter parado o tempo ali…

Ele é daqueles que a gente olha e diz: Putz, vai ser lindo assim lá na….! Não há nada demais em sua aparência, mas é sua beleza simples que o torna estonteante. Ao menos pra mim. E aquele mistério entra aqui também….tem algo nele que pede pra ser descoberto e que prende a minha atenção….

É o homem que brinca muito, principalmente nos palcos. É também um amigo sempre pronto a ajudar. É talentoso e gosta de fazer bem o seu papel. É apenas o Ponchito bebê…o inesquecível caipira da Mia.

[...]Y no es mi intención
Hablar de una história de amor
Si no estás aqui[...]
(Si no está aquí)

Dulce Maria

[...]Lo que hagas siempre hazlo por amor
Pon las alas contra el viento, no hay nada que perder
[...]
No pares nunca de soñar
No tengas miedo a volar
Vive tu vida [...]
(No pares) 

Quando Dulce se coloca ali na frente, ao lado dos dois músicos é impossível não se emocionar com a euforia que tomar conta do show. Todos já sabem o que ela vai cantar.Ouvir No pares, ao vivo, é ter a certeza de que nosso sonho está se realizando. Nas 3 vezes em que eu tive essa oportunidade, foram emoções diferentes. A primeira vez, por estar ali…os vendo. Tão perto de mim. A segunda, por estar aproveitando cada minuto daquele show. A terceira….por ser a minha última vez. E eu cantei sim, com todo o meu coração…tentando acreditar que jamais irei parar de sonhar. Ela veio, toda pequenina…e eu tive vontade de levá-la pra casa, apertar suas bochechas rosadas e ficar admirando. Muito fofa, muito linda….Aquela carinha de dúvida ao ser supreendida por gritos de pedidos a sua nova música. E o brilho no olhar ao, durante o trecho em capela, ouvir aquela arena cantando com ela. Eu jamais apagarei isso da minha mente…. 

Dulce é a menina que não nega o nome. Pra quem não a “conhece”, jura que é uma garota revoltada , como sua personagem na novela. Mas de longe, o cabelo vermelho é sinal de rebeldia. Ela é extremamente meiga, tímida, sonhadora….é alguém que traduz em palavras seus sentimentos, e que os transmite de uma forma tão pessoal em cada show. É impossível não gritar junto a ela em seu pedido para que a gente não deixe de sonhar.E isso, eu vou agradecer eternamente, ainda que em pensamentos, à ela. 

E apesar de seu jeito doce, Dulce é também força. É uma menina, sim…uma menina. Decidida e que sabe o que quer. Tem seus objetivos e seus sonhos. Mas tem também seus compromissos e sabe muito bem como agir diante de oportunidades.

Eu queria ter tido a chance de lhe falar algumas palavras, mas nem um Oi saiu de minha boca. Um sorriso talvez, mas foi tão rápido.E eu não consigo me lembrar. Eu tenho quase certeza que cheguei a tocá-la, não fantasiei isso. Mas queria mais nítido em minha memória. Sei que quando eu me virei/fui jogada ou empurrada, eu dei de cara com ela na minha frente. Acho que lhe dei um abraço desengonçado, e ela disso alguma coisa…com um sorriso. E eu não me lembro…. Tão pequena…tão fofinha! E é dela, a minha última e dolorosa imagem. A que me fez acordar e ver que tudo tinha acabado. E que eu jamais vou esquecer daqueles cabelos vermelhos sob um boné rosa, no fim da escada rolante atrás do vidro que nos separava em novembro. E eu jamais vou me perdoar…não ter virado antes e vê-la passar junto aos outros. 

A menina que eu aprendi a gostar como ninguém. Que eu admiro imensamente. Que me emociona com palavras bonitas. A ruivinha da voz engraçada, mas gostosa de ouvir, que nos cativa. A mulher que sabe o que quer. Que corre atrás de seus sonhos. A Dulce que será sempre, a nossa doce rebelde de cabelos vermelhos.

“[...]Solo nunca dejes de creer,
Porque el amor
Y tus sueños
Son la única puerta hacia la eternidad.”
(Dulce María)

 Anahí

[...]Quiero donar tu sonrisa a la luna así que
De noche, quien la mire, pueda pensar en ti [...]
(El regalo más grande) 

Eu tinha acho que 11 anos. Sentava na sala de casa, esperando Chaves acabar e então começar O diário de Daniela. Eu adorava. E como sou meio defensora dos filhos mais velhos e não gosto das criancinhas prodígios…eu não gostava da personagem principal. Eu adorava era a irmã rebelde. Adélia….E depois que a novela acabou eu jamais imaginei que ela fosse voltar a fazer parte da minha vida.

Mas ela voltou. Como Mia Colluci. A patricinha mimada e engraçada de Rebelde, perfeitamente interpretada por Anahí. E se tornou minha preferida na novela. Eu ria sozinha das bobagens da Mia, eu chorava com suas carências. Eu vibrava por Mia e Miguel. E aí não tinha mais jeito…

Anahí é a menina guerreira. Superou obstáculos grandes na sua vida. Mas sua paixão por viver foi maior que qualquer coisa. E hoje ela se traduz em plena alegria, em muito entusiasmo, em muita emoção. Ela nos enche de orgulho, por tudo.

Ela também sabe o que quer. E não tem vergonha nem limites para correr atrás de seus desejos. Enfrenta com coragem todas as criticas constantes que são jogadas sobre ela. E se muitas vezes a paciência é perdida com motivos, um imenso sorriso se coloca no lugar deixando claro que pouco importa para ela.

A emoção de sempre em Salvame já virou cena esperada do show. Eu sei que virou hábito, mas eu também sei que algumas vezes as lágrimas que brilham os olhos, são reais. Como no último show. Eu vi de perto, e eu vi que eles brilharam mais ao ouvi seu nome sendo ovacionado por fãs que a amam intensamente.

E nos palcos, ela é fundamental para a banda. Eu não consigo imaginar um show inteiro sem ela, sem seu brilho natural, seus gritos eufóricos, sua alegria contagiante…. A menina que não quer crescer, mas sabe ser grande. A que me fez acreditar que não devemos perder a criança dentro da gente.

E, a minha certeza de sentir por ela um carinho maior, eu tenho ao afirmar que sinto vergonha dela. Sentiria se pudesse estar ao seu lado em algum momento.Não sei explicar o porquê, mas teria. Ela me inibe, é como se de alguma forma ela fosse demais para mim. Naquele aeroporto, eu me desesperei ao me dar conta de que ela tinha passado por mim e eu não tinha visto. Tão pequeninha e magrinha minha bebê. Corri como pude atrás dela, tentei chegar perto o máximo que pude…e estava tão difícil. Quando ela pediu calma com sua voz rouca eu fiquei sem reação e passei a andar atrás dela. A observando somente…ouvindo Tayra chorando do meu lado, e Raquel chegando do outro. E eu não acreditava que ela era de verdade…que ela estava li na minha frente. Tão linda 

A minha loirinha dos olhos azuis. A dona de um sorriso sem igual, que eu queria guardar comigo pra sempre. Aquela cheia de brincadeiras. Any é a menina mulher. Que eu não quero perder de vista. A menina feliz, a mulher persistente. Cheia de sonhos, cheia de vida…cheia de emoção. A Any que eu nunca vou esquecer…e que eu não vou deixar de novo sair da minha vida, com medo de que ela não volte outra vez.

[...]Sobrevivo por pura ansiedad, con el nudo en la garganta

 y es que no te dejo de pensar.[...]
(Salvame)

 

Christopher

[...]You shine just like the stars
We’re gonna light up the world tonight
[...]
Every moment in my life[...]
(Light up the  world tonight) 

Um dos motivos de eu ter desviado de Christian naquele aeroporto em Maio. Ele estava lá atrás e eu nem acreditei quando vi Raquel do lado dele.Corri até ele e tratei de tentar ocupar algum lugar. Me lembro perfeitamente dele parado ao meu lado, esperando que eu batesse a foto…esperou tão bonitinho. E só depois percebi que as minhas pilhas tinham acabado. Queria ter dito alguma coisa, ter feito mais alguma coisa com ele.

O bebê, em todos os sentidos. Que se realiza quando faz um solo. A voz forte e encantadora. A dança super engraçada que nos faz rir. Os olhos apaixonantes e sinceros. O sorriso mais lindo. Christopher parece ser daquelas pessoas que está sempre cuidando de quem está ao seu lado. Talvez bem maduro para sua pouca idade. Mas com toda sua leveza de menino. Ele me passa muita tranqüilidade com seu jeito sereno, sua calma…

Eu não vou esquecer nunca do último show. De sua euforia ao ver aquele público tão empolgado quanto ele.De tentar me manter quieta filmando a música para Raquel, enquanto atrás de mim ela viajava. E me beliscava pra saber se era tudo real. Ele estava maravilhoso. Era impossível não sorrir de sua felicidade. De ser feliz junto a ele.

Um menino grande. Muito grande. Um homem com carinha de bebê, é melhor dizer. Daqueles que dá vontade de apertar todo. O bundudo do grupo. O garoto de olhar apaixonado que leva as meninas ao delírio com seu charme natural. É o bebê….sempre será o nosso bebê….

[...]Sueles volver en mis sueños
Como un recuerdo
pero despierto y te pierdo
estas tan lejos [...]
(Sueles Volver)

Maite

[...]Hay unas que llegan al alma
Que te hacen mover las palmas
Otras que llegan al corazón[...]
(Una canción) 

Maite é a menina que chegou e não precisou fazer nada pra garantir um lugar em meu coração. Eu sempre a adorei muito. Difícil esquecer a frágil Lupita, que ela fez tão bem. E mostrou que não era só mais um rostinho bonito. 

Sempre tão integra, tão decidida. Daquelas com que se pode sempre contar. Ela parece ser a amiga de todas. Sempre com conselhos, ou palavras de incentivo. Eu a vejo como alguém que parece ser muito madura pra sua idade.Tão linda.

Alguém que caiu de para quedas na música. Mas que não deixou a desejar. E um show sem ela, por mais agora não esteja fazendo tanta diferença, não é o mesmo. E mesmo que ela venha decepcionando com o seu “abandono” ao grupo em busca de um sonho, eu não consigo deixar de admirá-la. 

Ela foi muito corajosa em aceitar outro trabalho. Mas deveria ter assumido que dar conta dos dois não seria fácil. E é difícil para os fãs, ver quem tanto apoiamos “nos” deixando de lado. Mas também acho que deve estar sendo difícil para ele “deixar” de lado quem tanto impulsionou sua carreira.Mas temos direito de erra, ela também. E não será isso a me fazer desistir dela.

Naquele aeroporto em Maio, sua imagem também é uma das mais passageiras. Não lembro o que eu fiz, o que consegui. Eu só sei que ganhei um sorriso, e que naquele momento aquilo bastou.

Maite é a morena que arrasa. A mãe de todos.A dona de uns olhos acolhedores, de um sorriso enorme e iluminado. É a nossa Mai….a nossa eterna Lupita, e da qual eu jamais me esquecerei.E que eu espero que não demore a voltar ….

[...]Quisiera pensar que existe esperanza
[...]
Volverte a encontrar tal vez mañana[...]
(Tal vez mañana)

Y gira el mundo

[...]Y no puedo entender,
no quiero comprender
la razón a esta situación [...]
(Cuando el amor se acaba)

E então o ciclo chega ao fim. E de mãos atadas, temos apenas que aceitar.A vida é assim…chega uma hora que o mundo dá giros e tudo mundo. É difícil aceitar algumas mudanças. Principalmente quando estamos deixando para trás momentos maravilhosos que jamais serão apagados. Apenas farão parte, agora, do passado.

Um passado que será sempre forte em nossa memórias. Foram 4 anos de muita história. Um caminho que não foi longo, mas foi intenso. Uma trajetória que pegou muita gente de surpresa, inclusive a própria banda. Mas que em momento algum, rejeitou as oportunidades. Uma família que sempre estará ligada, independente dos novos rumos a serem tomados por cada um. Um sonho que se tornou realidade por nunca deixaram de acreditar.

[...]¡Otro día que va!
Para recomenzar
Para amar una vez más[...]
(Outro dia que va)

Eu me pergunto como encarar o dia de amanhã. Como vai ser estranho não ter mais os 6 meninos a acompanhar. Os 6 juntos. Não vai ter mais aquela espera por vídeos do show no outro do lado mundo. Não mais existirá a espera por um programa ao vivo onde os 6 irão se apresentar. Tudo agora ganhará trilhas distintas. O caminho abre vertentes. E alguém vai ficar de fora do meu campo de visão, eu sei. Eu não queria, mas eu sei que vai ser assim. Eu não me imagino fã de 6 pessoas, seguindo cada uma. Com o tempo, alguém que ainda não sei quem, se tornará meu novo ídolo. Não sei quanto tempo levará para isso, espero que ainda muito. A única certeza até agora, é que vai sempre haver da minha parte, um carinho imenso pelos 6 meninos que marcaram a minha vida.

[...] Mírame bién
Y aún yo sigo aqui [...]
(Aún hay algo)

Ficarão as mais puras lembranças de momentos inesquecíveis e inigualáveis. Cada espera dando lugar a hora exata. Cada angústia dando lugar a felicidade. Cada palavra dando lugar a reflexão. Cada música dando lugar a euforia. Cada desespero dando lugar a recompensa. Cada lágrima dando lugar ao sorriso. Cada sonho dando lugar a relidade.

Eles foram nosso sonho mais real, e sonharam junto com a gente. Eles foram nossos heróis de verdade, que também tinham seus momentos de tristeza, de choro, de raiva. E que nós entendemos perfeitamente cada momento. E que nós não deixamos cair, como eles nunca nos deixaram. Cada palavra dita e direcionada a gente, vinha carregada de amor,de preocupação. Eles tentaram manter uma proximidade ainda que a distância fosse grande. Mas que pouco importava para os nossos corações.

E a cada show de Adeus, a emoção era evidente naqueles olhares cada vez mais molhados. Em cada música cantada como se fosse a última vez. Em cada eu te amo dito em todos os lugares. Em cada grito de um público que jamais os deixará. Em cada choro visto naquela multidão. Em cada sorriso espontâneo e trocado. Em cada momento rebelde que todos nós vivemos.

E ao fim, as lágrimas podem ser derramadas com a certeza de que tudo valeu a pena. A missão foi mais que cumprida. Eles foram mais que especiais para tantas vidas. Para minha vida. E, com a música que embalou o começo dessa magia chamada RBD, eles encerram essa carreira rápida e de um sucesso inexplicável. Muito mais maduros,levando na bagagem experiência que jamais se esquecerão. Que essa separação seja apenas nos palcos…que o amor entre eles só aumente a cada dia. O que eles construíram por eles, e com a gente….ninguém irá desmanchar. Que agora, assim como eles ensinaram a não desistir dos nossos sonhos…os deles sejam alcançados. 

E o Adeus não quer dizer o fim. É apenas deixar a porta aberta para um novo começo…

[...]Es por amor que brilla el sol
Es por seguir al corazón
Que gira el mundo
Y no se detendrá
Y por amor hay que salir
Cruzar sin miedo a la frontera
Y dejar la puerta abierta[...]
(Es por amor)

O Adeus – O estranho “depois”

2 Dezembro, 2008 at 11:58 pm | In Coisa minha, Opinião, Sonhos | 5 Comments
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Ouvindo: http://br.youtube.com/watch?v=UywJVPIbrJs&feature=related

” Y si ponen tu alma y tu corazón en un sueño, el universo conspira para lograrlo.”

Sabe quando por mais que as coisas comecem já não dando tão certo, a esperança se agarra de uma forma inimaginavél ao nosso corpo e mente? Quando por mais que a razão peça para que outros caminhos sejam traçados, e  o coração simplesmente ignora? Ou mesmo quando o simples fato de sentir que o seu sonho, está ali tão pertinho(mesmo que esse perto se resuma a imensidão daquele aeroporto internacional), te deixa presa aquele lugar embora saiba ser impossível qualquer aproximação? Mas que um simples olhar já resolveria tudo…

Era assim naquela manhã que se estendeu por metade da tarde.

O primeiro baque veio logo com o aeroporto inesperado. Agora já nem sei se adiantaria alguma coisa se fosse o outro. Talvez uma quantidade menor de fãs. Talvez. Sabíamos os vôos, e esperávamos muita gente.Mas não tanta. As pessoas pareciam não se importar com a fila,ou tinham seu lugar guardado. Nós? No seja o que Deus quiser!

Quando o vôo dos músicos chegou e eles não apareceram, pareceu muito óbvio. Se aqueles não passaram por ali, a banda quenão passaria mesmo. E ainda faltavam umas 3 horas para essa certeza ser confirmada. Ir ou não ir para  fila? Não, já estávamos ali. Os olhos ainda brilhavam, querendo acreditar que metade daquelas pessoas iriam embora e tudo se tornaria mais tranquilo. Buscando por lugares possíveis de se ver alguma coisa, andando de um lado para o outro sem qualquer rumo. Risadas, muitas risadas. Desespero, muito desespero.

Enfim, com certo atraso, avião pousado. A fila se arrumou, com uma quantidade enorme de pessoas esperando. Não sei o quê…eles não passariam por ali. E se passasem, meu Deus….o que seria eu nem quero pensar. Só sei que ficamos , embora soubessémos da verdade, de máquinas em punho esperando a hora que não viria. Aquela multidão descendo as escadas e parando o Galeão,literalmente. Eles não vieram. Ok!A gente já sabia né?Mas não posso negar, que foi frustrante. O começo de grandes frustrações…

No ônibus até o centro, mais nervosismo. O outro só passaria dali a quase 1 hora e levaria mais 1 hora pra chegar! Palmas pra gente! Chegar lá com todo mundo dentro e antes de Pee Wee começar a cantar seria sorte. Restava esperar, e esperar e esperar…

Espera que durou muito e pareceu um dia inteiro naquele engarrafamento rumo a arena. Na cabeça,milhões de coisas passando. A gente meio que desesperadas em silêncio. O medo de não conseguir ver direito. De ter pago caro pra nada. De morrer na praia. Só queriamos correr, e correr e correr, e voar. Já nos sentiamos meio baqueadas pela desilusão do dia inteiro no aeroporto, mas a esperança ainda tentava se manter firme. Nem sei mais se isso foi bom ou ruim….

Pouco mais de 18:30 nós entramos, enfim, aonde já deveríamos estar a mais tempo. E outra ponta de arrependimento. Se tivessemos chegado mais cedo, com certeza estaríamos muito mais perto do que ficamos. E olha que conseguimos muito para a hora em que chegamos. Entre empurrões, apertos, nos posicionamos bem e era só tentar aguentar até a hora de começar. O bom é que não faltava muito.

E então outra decepção. Embora fosse esperado que a Maite não fosse ao show, muitas esperanças foram jogadas em cima disso. Pessoas afirmavam ter visto a garota em qualquer lugar, mas já era de se desconfiar. Anunciaram que ela não iria, e o que parecia brincadeira se coNfirmou quando a chance de devolver o ingresso e pegar o dinheiro foi dada. Eu não faria isso, mas confesso que fiquei chateada. Muito chateada.Assim como todos ali, alguns ainda mais, com certeza. Era mais que obrigação dela estar ali, naqueles últimos shows. Fomos nós quem a empurramos para que chegasse até onde estar. Por mais que seja dificil conciliar, ela deveria pensar um pouco mais nos fãs que esperam tanto pelo dia de vê-la ali, sob os palcos. Está errando muito, e só espero que não se arrependa tarde demais.

O show começou e Pee Wee entrou no palco. Bonitinho demais gente, todo pequeno e engomadinho. Solto e pra frente. Comandou bem a galera. Ninguém sabia música dele, mas ele fazia questão de pedir que acompanhasse. Foi meio que teste de camêra pra ver as melhores configurações para as fotos do show que estava por vir. Foi recebido por gritos de Pee Wee eu te amo(oi???), e ainda pediu pra aprender a falar brasileiro(oi²????)! Mas tudo bem, valeu Pee!

Uns minutinhos depois, as luzes apagadas, as sombras nas três cortinas. Os corações acelerados, demais. Algumas muitas mãos na frente, o descontrole do lugar aonde estavamos. Que dó, vê o Christian dançando sozinho ali atrás!(Vlw Mai!!) As luzes acesas, as cortinas no chão e os 5 ali, prontos para colocaram aquela arena abaixo. O que fizeram com louvor e não deixaram a desejar.

Sucessos antigos sendo lembrados, cantados por fãs apaixonados. Bonito de ver, de ouvir, de sentir… E por mais que digam, reprimam, critiquem…eu sempre irei repetir. Aquela magia sentida ali é imensuravel para qualquer pessoas que esteja de fora!

Eles, lindos, simpáticos, sorridentes, felizes. Como sempre são. Contagiantes, emocionados eu posso dizer. Dava pra ver satisfação em estar sob aquele palco, sendo ovacionados a cada segundo.

Naquele aperto, cantavámos com todo nossos corações. Gritavámos muito. Não houve espaço para choro da minha parte, queria aproveitar cada minuto. Emoção sempre me acompanhou em cada momento…em alguma músicas especialmente.

Quando Poncho veio até a frente, e falou, eu me senti extremamente envolvida. Meu Gatito dos olhos verdes mais lindos. Olhos que Raquel tinha dito ver emocionados, e que eu confirmei na minha foto. Quem não tem tanto espaço, e que sei lá porque, é um dos menos querido. Mas o que importa? Pra mim nada, eu admito….gosto muito, acho lindo e quero levar pra casa! Liguei pra Larys na hora que ele cantava uma parte, pra que ela ouvisse o Bb1. Será que ouviu? Não sei…só sei que eu o ouvi perfeitamente bem e gritei como nunca!

Eu olhava pra Raquel em Light up the world tonight, e ela doidinha. O show todo me beliscando, sei lá por quê. Pra saber se era verdade tudo aquilo, talvez. E era sim. Eles estava ali, na sua maior animação, dando o melhor de si pra nos fazer vibrar. E vibrar conosco.Eu filmando tudo! Ficou lindo, o bebê todoooooo feliz com aquele povo todo cantando a música dele. Lindo.

Otro dia que vá. DejavÚ total daquele primeiro cd. Dulce e Anahí, sem Mai.Quer saber, ela não fez falta. Seria melhor se ela estivesse, mas não foi pior por isso. As duas foram perfeitas, lindas juntas. Aquele abraço do final que levou a arena a loucura!

Em Salvame, meu Deus. Como a Any é linda, como! Perfeitinha, parece não existir. Eu sempre disse isso, mas vê-la ali é demais. Quando eu a via chegando ali, na minha frente…sei lá, eu ficava meio anestesiada. Anahí é o tipo de pessoa que me deixa nervosa, e eu tenho vergonha de admitir que teria vergonha de chegar perto dela. É como se, de alguma forma…eu não merecesse estar tão perto. Aquela emoção tipica dela, que já não sei ser real sempre, mas que ali senti um pouco sim. Os olhos mais lindos e azuis, pedindo ao final no seu melhor português(fofinha) que acreditassemos sempre em nossos sonhos e reafirmando que somos o seu sonho que virou realidade. Pequena….Meu Deus! Como eu amo, como! Eu sempre digo não ter preferido, mas de verdade, se tiver que escolher…será você!Aliás, já é você….

No Pares, sempre No Pares. Impossível não se emocionar com Dulce ali. Uma bonequinha, daquelas que dá vontade de levar pra casa e apertar as bochechas. Toda fofa, toda linda. A música, eu não preciso dizer. A gente canta com todo nosso coração, pedindo de verdade que nossos sonhos sejam realizados. E quanto a isso, eu serei sempre grata a ela. Por nos fazer acreditar nos nossos sonhos, sempre, sempre. Estar ali, por mais que tenha sido só aquilo, dessa vez foi mais que um sonho. Foi uma prova de que sim, eu posso acreditar nos meus próprios anseios…eles podem ser reais. E mais lindo que qualquer coisa, foi ver sua carinha timida de não saber o que fazer ao ser atingida por gritos de pedidos a sua nova música. Uma capela de Te daria todo que tornou aquele momento especial, pra gente…e pra ela, eu tenho certeza!

E tantas músicas, tantas! Todas com suas emoções especificas, relembrando momentos, vivendo novos. Um show digno de um Adeus.

Até que a supresa foi anunciada. E me desarmou completamente. Embora com toda sua fofura Dulce avisa que iriam voltar em dezembro, os gritos acredito não terem correspondido as expectativas. Da minha parte foi a pior noticia que eles poderiam dar. Eu não queria que eles voltassem, pelo menos não tão logo. Sem condições nenhuma de ir. Nenhuma. Sem chances. E não tem nada pior do que saber que o meu Adeus estava sendo dado, e eles ainda voltariam. Sem que que eu pudesse ver. Nessa hora eu fiquei meio triste, muito mais triste. Começaram a cantar outras músicas, já perto do fim. E na penúltima eu senti minhas forças se acabarem. Não sei como aguentei, tentei ficar mais um pouco, mas meu corpo não respondia aos meus desejos. Meio que cambaleando fui pra tras e sentei na grade de separação Vip-pista. Tentei me recompor, respirei fundo. Eles entraram pra cantar Rebelde e eu não poderia ficar ali. Fui até o lugar novamente, e quietinha….senti aqueles últimos momentos. Os meus últimos momentos diante deles… tão perto, mas tão longe. E quando eles saíram, algo me dizia….era minha última vez.

Voltamos pra casa, dormimos e acordamos cedo no outro dia. Fomos pro aeroporto, já esperando outra multidão por lá. Espera confirmada.Quando o segurança desceu, e aquele povo todo o cercou, a certeza maior veio: eles não vão passar por aqui, isso é óbvio.

Entre a procura por uma outra entrada escondida, achamos uma possível. E enquanto conversavamos com uma funcionária..poucas pessoas diante do vidro da sala de embarque inferior, de costas pra ele. De relance algumas pessoas passam e sobem a escada rolante…uma olhada mais firme e a decepção. Eram eles… em choque só vimos no fim da escada Dulce sumindo da nossa visão. E então, as chances estavam encerradas. Ainda pelo vidro, ao longe…alguns fãs com passagens compradas atrás deles. E nós, ali, sem reação alguma. Foi o mais decepcionante de tudo. Era nitido em nossos rostos aquela decepção….

Depois de tudo, ficou só tristeza. O riso tentando afugentar qualquer lágrima. Ficou também os pontos de arrependimento. E os poucos acertos(não me pergunte quais) somem diante dos muitos erros. Das coisas que poderiam ter sido feitas, faladas, pensadas. Daquela ida pra fila mais cedo que resultaria num melhor lugar. De ter ficado diante do vidro do Galeão e vê-los pelo menos passando. De ter estado tão perto do vidro do Santos Dumont e perdê-los de vista. De não ter comprado minha passagem de volta pra casa naquele sábado, e tê-los visto passando na minha frente naquela sala de embarque. Agora ficam só os erros, as dores, a saudade, a tristeza. O querer mudar o que não pode ser mudado. O querer sentir o que já foi sentido. O querer aproveitar o que já passou, e por algum motivo não foi tão bem aproveitado. Fica uma certa “inveja” de quem conseguiu chegar tão perto.

E fica, acima de tudo, a certeza de que não mais os verei. De que a chance de um dia chegar perto deles, agora é a mais remota possível, pra não dizer impossível. Da foto que eu não tenho, do beijo que não dei, do Oi que eu não disse. De que os meninos pelos quais tanto me apeguei, simplesmente se foram do meu campo limitado de visão. E eu só queria agora um olhar que fosse, um aceno qualquer…eu só queria poder voltar em Maio e sentir toda aquela agonia novamente. Desesperadora, rápida e confusa….mas foi o mais próximo que conseguir chegar.

Pode parecer exagero, banal e ridiculo. Mas dói demais e de uma forma que eu não pensei acontecer comigo. Desde que cheguei aqui, não consigo pensar nessas três letras(RBD)e não encher os olhos de lágrimas. É horrível saber que eles vão voltar, e eu não poderei vê-los. E me dá raiva, até deles por isso. Acho injusto, porque pra eles só se vê o bonito. A casa cheia de fãs! O sacrificio, que garanto, é muito para  a maioria não creio ser levado em conta. Jé me peguei torcendo pra não dá certo, e não me culpo por isso.É a minha defesa. É só o que posso sentir agora.

Quando eu disse que mesmo se nada acontecesse eu iria colocar um sorriso no rosto e ficar feliz pelo show, eu não estava mentindo, ou estou descumprindo com minhas próprias palavras agora. Eu não contava com aquela tal surpresa. Era algo que não passava na minha cabeça. Eles iriam embora, sem eu ver, mas ok. Eles iriam! Só que eles vão voltar, e eu não terei novamente a chance de tentar. E é isso que está machucando agora.

Eu não consigo explicar, só sei que não estou bem. Não mesmo.Achei que fosse mais fácil, muito mais fácil. Só que está sendo muito mais díficil, e eu não sei lidar com isso. Não sei.

Na verdade eu não quero lidar com isso, só queria acreditar que vai passar logo. Passar eu sei que vai, mas não imagino quanto tempo irá demorar até que eu fique realmente bem. Espero que não seja muito, é ruim…demais.

O que quero é lembrar dos momentos bons que vivi. Das coisas boas que senti. Não quero chorar ao ouvir alguma canção, ou ver algum vídeo…Quero sorrir e vibrar como se essa banda nunca tivesse acabado. Lembrando de tudo o que significaram para mim…e ainda significam.Porquê como eu já falei, diversas vezes….os meninos que eu aprendi a amar, pelos quais cometi meus maiores erros….inguém pode tirar de mim não.

E como eu disse naquele bilhete que não sei se foi entregue:

“Gracias por que fueron y son parte de nuestra historia. Gracias de verdad, por nos dejaren hacer parte de sus vidas”

E que aquela primeira frase, o maior lema que eles nos ensinaram, não seja perdida por aí. Embora não tenha sido dessa vez, que o universo conspirou a meu favor…eu não vou perder a esperança de que terei minha vez. Não sei quando, como, onde…ela vai existir. Os meus ídolos irão se separar, mas não irão perder essa fã aqui.Sonhos estão aí para serem sonhados….e deixá-los para trás não faz parte de mim.

A música de fundo? Talvez ela não tenha tanto a ver, mas ficou nos rondando durante esses dias…e continua por aqui. A letra é linda, a melodia perfeita. E por mais que a gente tente não ligar tanto ela a tudo, isso torna-se impossivel.

Raquel, Bebê!!!Brigada por tudo!!!Estavamos juntas mais uma vez, te ouvi todos os dias falando que precisava ver Chistopher! Você verá ok? Estarei torcendo por dia 10, como nunca!!!!Amo-teeeee!

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