O que será que será?

29 Outubro, 2009 at 12:53 am | In Coisa minha, Dia-a-Dia, Diversão, Just me | 5 Comments
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O que será que foi? O que será que é? E como canta Milton, o que será que será?

Depois de uma noite em Alcobaça, eu fiquei por lá uma semana ainda de pernas pra cima(novidade), vendo a vida passar numa boa e sem compromisso com nada do que planejei fazer. Eu havia levado livro pra ler, o qual nem toquei. Também estava na minha bagagem minha pasta de TCC, pra consertar algumas coisas e criar outras novas. Eu tinha textos em meu email para serem lidos e completarem meu “projeto de Finados” do TCC  que deveria estr pronto na próxima semana. E bom, nada fiz nessa vida. Peguei praia, peguei cor, curti os dias de mais à toa do que já sou.

Minha recepção em Ipatinga foi calorosa. Literalmente calorosa. Já nas primeiras horas em casa, marcas que duram até hoje e durarão por um bom tempo. A lasanha saindo do micro, fez questão de virar seu caldo estupidamente pelando sobre minha linda mão. Rá, bonito né? Tudo virou um vermelho só. Lavei pra aliviar o ardor. Limpei a sujeira, almocei lindamente o que sobrou da ex-lasanha e seguindo conselhos caseirou taquei clara de ovo na queimadura ao longo do dia. O vermelho foi embora e restou um pedaço marron, pequeno em comparação a tudo. No fim do dia uma pequena bolha…

…que acordou na segunda-feira, algo gigante. Sério, que medo. Uma bolha gigante que parecia ser inflada a cada segundo. Exageros a parte, a bolha era grande. Se tornou maior, e eu não podia estourar. Tinha que esperar. Comprei uma pomadinha e me contentei em aguardar a boa vontade dela de ir embora desse mundo, da minha pele, da minha vida…

Eis que cai um dilúvio em Ipatinga nesse dia. De deixar a gente no escuro por mais de duas horas. E minha querida bolha escolhe o exato momento que a luz se fue, para deixar o meu corpo(luto!). E ardeu, doeu e poupo vocês dos detalhes.

Outro dia, curativo maior que minha falecida bolhinha. E a chuva deixou extragos, levou minha bolha e  de quebra a vida saúdavel do pc da casa. Sentiu o clima e a razão do meu sumiço né? Eu até usava o outro pc da minha tia, mas aquele mini lap era meio missão impossível. Teclado pequeno demais pra mim. Eu não vivo sem cedilha e acento agudo(posso até esquecer de usar, mas ele precisa estar no teclado, okey?) Meu luto do sem pc de verdade, foi até sábado. Quando ele voltou firme, forte e tinindo.

Durante essa semana meio off, quem disse que eu coloquei alguma coisa pra andar? Muitas coisas na cabeça, muitas decisões por tomar, muito tudo pra fazer. Não me pergunte se tem algo feito. Não, não tem! Enrolei com TCC, ando enrolando demais com ele. Não sei, travei e não sai mais nada, mas precisa sair. Querendo ou não.

Comecei a ler o livro que levei pra Alcobaça. Já parei também, porque volto ao meu off. Off que tem outro motivo. O que tá rolando agora é bagunça no quarto. Sim, os materiais de scrap estão espalhados, o calendário hibrido está feito e logo logo sai no Scrapblog. A parada é a seguinte. A bagunça a qual me refiro são as roupas espalhadas, bolsinhas arrumadas com maquiagens, higiene, brincos, carregadores e cabos. Mala no chão, cabeça nas nuvens.

Porque eu tenho um caso de amor com essa cidade. Independente de tudo, do que dizem, do que é… boto coração pra mandar na razão e me voy. Uma semana de mais folga!(sempre é bom né?) Pessoas diferentes, lugares diferentes. E me desligo do mundo real até que ele me puxe de volta. O Interdisciplinar espera um pouco. O TCC já aguentou até agora, não custa aguardar mais um poquinho. O inglês eu atraso um pouquinho. O médico, o dentista eu marco outro dia. A queimadura cicatriza com outros ares. O fim de semestre apertado não vai ser perdido por alguns dias livres a mais . Domingo(9) tem ENADE., e sou obrigada a fazer . A volta tá marcada, 8 dias depois da partida . Se alguma coisa foi desculpa pra ir, dane-se. Eu uso a desculpa e vou na cara dura também. Posso não estar tão animada quanto deveria. Viagem decidida no puro impulso de um momento. Mas que agora já era.  Ou melhor será! O que será que será ainda não sei, mas será!

Na volta tem detalhes, espero que muitos. Tem histórias, daquelas que só acontecem comigo. Tem coisas que, eu acho, vocês só encontram aqui.Mas esses dias serão meus. Embarco de carteira vazia, sorriso na cara e coragem na alma.

Cidade Maravilhosa, I’m backing. ;)

nat1

Yes, we can!

2 Outubro, 2009 at 8:32 pm | In Opinião | 14 Comments
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Eu não sou nenhuma fã de olimpíadas e confesso isso. Não paro o que eu estou fazendo para assistir jogos, não acordo de madrugada muito menos. Mas, assisto numa boa e claro, torço para o Brasil.

Volto a confessar que eu estava totalmente desantenada em relação a disputa que o Brasil participava por sediar as olimpiadas de 2016. Só fiquei sabendo que o resultado saíria hoje, ontem à noite. Outra vez nem me abalei.

E bom, nós vencemos! Derrubamos um a um, e somos oficialmente o país que sediará os jogos daqui há 6 anos. Uau, isso é realmente demais! Motivo de orgulho, de alegria, de festa. E sim, motivo de preocupação, motivação e organização.

Sou plenamente consciente dos problemas do nosso país. Sei bem que temos muitas prioridades antes de gastar milhões com obras que depois, nem sabemos se serão uteis. O medo é uma constante, o Rio de Janeiro atrai olhos negativos e palavras de desprezo. Ah…porque é tão dificil pensar positivo? Me diz?

O que eu vi hoje, foi a felicidade de milhões de pessoas que realmente amam e torcem por nosso país. Vi gente unida, vibrando, roendo as unhas e puxando os cabelos de nervosismo. Vi um sorriso se estampando em tantos rostos com uma simples palavra dita diante do envelope aberto.

E mais que isso, eu vi muitos torcendo contra. Com motivos plausíveis ou não. Gente com argumentos, que eu concordo, mas que não ficaram tristes com nossa vitória. E fiquei extramente estressada com gente que de uma hora pra outra vira patriota e enche a boca pra se dizer brasileiro. E por trás, derramam milhões de críticas, piadas e deboches contra o Rio, o Brasil e sua capacidade. E disso eu tenho raiva, afinal, se nem a gente se respeita, como esperar respeito do próximo?

Eu nem ia falar nada aqui, mas resolvi aparecer e dizer que sim, eu estou feliz. Ainda temos tempo. Se vai rolar sacanagem com essa mundo de dinheiro? Com certeza. Se o Brasil podia investir em suas prioridades? Também acho. Mas, eu tenho certeza. Se não tivessemos ganhado, não iria mudar muita coisa na situação brasileira. Então, ficar do jeito que está, que seja então, com olimpiadas!

Pra mim, tanto faz onde ela seja, eu não vou e assistirei pela TV(eu acho). Mas, pra que ser um ponto negativo em um país que tanto precisa de energia positiva? Não mesmo…

Eu só posso dizer que, se existe um lugar no Brasil que é a cara dessa festa, não me restam dúvidas: É ela, a cidade Maravilhosa! Que com toda a sua alegria nos mostrará uma abertura de jogos olimpicos emocioantes.(isso sim, eu paro pra ver)E que venha 2016, pois sim #wecréu!

nat1

Então, um ano…

10 Maio, 2009 at 2:05 pm | In Coisa minha, Sonhos | 3 Comments
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“(…)Porque el regalo más grande es sólo nuestro
para siempre…(…)”
El Regalo más grande - Tizziano Ferro

 

Um dia normal, pronto pra virar especial. Uma agonia aparente, um ansiedade que não se explica. Os corpos se aglomerando, o ar insuficiente e o calor que aumentava a cada segundo, a cada pessoa que se juntava a multidão. As luzes apagadas, os gritos histéricos, os olhos que não sabiam para onde mirar. A sensação de que o sonho estava prestes a começar,sem saber que tudo já fazia parte dele. O antes, o durante, e sem sombra de dúvidas, O mais perfeito depois. 

Eu ainda posso ouvir os gritos, sentir o calor e o mal estar, buscar o ar que faltava e olhar para cada pedacinho diante de mim. Se eu quiser, também posso gritar e ouvir meus próprios gritos, meu próprio desespero, o meu choque ao me ver onde tanto planejei estar.E mais…eu posso sentir o frio, a fome, o desespero. Posso sentir a fraqueza e a sensação frustrante e humilhante que senti. Mas posso, acima de tudo, viver toda aquela assustadora e compensadora euforia e agonia de uma manhã inesquecível. Que foi muito mais do que imaginei.

Mas, com uma(enorme) diferença. Tudo isso eu só tenho nas minhas recordações, minha memória, minha mente, novamente um sonho nos meus sonhos. Por que, o sonho real eu vivi há um ano. Já um ano!

E se tem uma coisa que eu posso garantir, é que, durante todos os dias dessas 4 estações que já se passaram, não houve UM em que eu não me lembrasse de tudo e desejasse poder voltar um segundo daquele sonho. Não mesmo…

Tanta coisa aconteceu nesse tempo.Tanta coisa mudou e mudou. Tanta coisa continuou a mesma…

Eu  intercalei momentos de raiva e arrependimento, com momentos  de orgulho e satisfação. Raiva de mim, de tudo,de todos. Me achei idiota,fútil e tudo o de pior. Me arrependi de muita coisa que fiz, coisas que falei,momentos a que me entreguei. E me arrependi principalmente, de muita coisa que eu NÃO fiz. Descobri que me enganei com alguns pontos, somente agora. Mas quejá não importam, e não afetam todo o meu sonho(são indiferentes para mim). Me orgulhei do que consegui, do quanto lutei, de tudo que eu enfrentei pra chegar ali. E sorri de satisfação tantas vezes eu lembrava de qualquer milésimo de segundo daquelas dias de um ano atrás.

Eu amadureci muita coisa também. Agora, tempos depois, é mais fácil pensar em tudo sem tantas decepções ou frustações. Talvez, as lembranças voltem mais borradas, com mais falhas. Mas, ainda bem e espero que para sempre, o essencial continua comigo. Antes, eu me forçava e me desesperava a lembrar de todos os minutos, de todos os detalhes. Hoje eu sei que isso, de verdade, não é o mais importante.Não mesmo.

Ainda me pego chorando, muito. De uma saudade pura, de uma vontade incessante de poder voltar esse tempo, ainda que pra fazer tudo da mesma forma. Apesar dos pontos de arrependimento, eu não reclamaria nem um pouco de viver tudo como foi. Perfeito, surreal, mágico.
Eu me pego, felizmente, rindo, muito mais ainda.Sozinha! E não tenho vergonha de dizer. É muito bom,é coisa minha, foi meu sonho. É meu sonho!

O tempo passou muito rápido. Um ano é tempo demais! Se antes eu o contava, milimetricamente, hoje eu já deixei pra lá. Não tenho controle sobre ele, infelizmente. E é bom que passe, que leve as sobras e deixe só o que de verdade eu preciso. 

E o tempo agora, é o que menos importa. Pode passar quanto quiser, mas a intensidade do que eu guardo comigo me faz sentir que ainda parece que foi ontem…

Aqueles sorrisos, aquelas vozes, aquelas canções. Aquele medo, aquela ansiedade e aquelas frustações. As realizações, aquele sonho, tudo o que sempre quis sem saber. Foi tudo o que me restou e são minhas lembranças. E estas, são com certeza, o meu maior presente. Só meu, para sempre.

nat1

 

Ainda Rio

6 Dezembro, 2008 at 7:21 pm | In Dia-a-Dia, Diversão | 2 Comments
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Bem, e depois que saimos daquele aeroporto no sábado, ficamos meio sem saber pra onde ir. Meio aéreas é verdade. Decidimos por Copacabana e lá fomos nós. Caminhamos um pouquinho, sem muita atenção a nada. Já de se esperar. Vitrines, vitrines, vitrines. Um tempo chato, totalmente de acordo com nosso humor.

Brincadeiras a parte, tentamos levar na boa. Piadinhas aqui e ali, andanças…ah, como assim eu já tinha passado no Rio uma vez, e ainda não tinha conhecido Copacabana. Pecado né?

Almoçamos um Mc lindo. Vamos comer pra afogar as mágoas mesmo!hehehDepois Raquel encontrou com as amigas e fomos pisar nas areias de Copa, caminhamos mais um tantão. O assunto, sempre o mesmo..heheh Mas fazer o quê? Era pedir demais outro assunto diante de tudo. Eramos todas fãs frustradas, tinhamos mais o que reclamar e chorar mesmo. Apesar de que só rimos.

Fotos? Pouquissimas!heheVou postar uma aqui. Aliás, eu cheguei e me dei conta de que dessa vez fotos não fizeram parte da rotina carioca. Quase nenhuma!
Aqui uma na praia…

E eis que no Domingo eu tinha um encontro marcado com as meninas do SA lá no jardim botânico. Acordamos tarde, e entre rolos e rolo pra sair de casa, cheguei lá bem tarde quase que com o lugar fechando. Mas, a tempo de encontrar a Livia, com o fofo do Miguel e a Janine.
A Lívia conseguiu segurar o marido lá até a hora que eu cheguei e deu tempo de dar um abraço nela com aquela barriga linda esperando a Gabi, e apertar aquele Miguel fofo todinho!
A Janine, uma fofa gravidinha..ficamos conversando um pouco num papo bem descontraído, e percebi que o que nem falamos foi scrap! =D Comi um bolo delicioso que ela levou, pena que eu estava sem fome…hehe
E claro, antes da Livia ir, tiramos uma foto pra ficar guardada!

Meninas, eu amei conhecê-las! Obrigada e desculpa mais uma vez! Dêem um desconto, pois a pessoa já não estava bem aquele dia!hehe

Se restaram mais fotos do Jardim? Nem conto que eu esqueci uma pilha da máquina em casa, e a da minha prima estava descarregada.E mais do que “triste” que estavámos, íamos na Lagoa ver a árvore, só que desistimos!hehe

Ps.: E hoje tem post meu Lá!

O Adeus – O estranho “depois”

2 Dezembro, 2008 at 11:58 pm | In Coisa minha, Opinião, Sonhos | 5 Comments
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Ouvindo: http://br.youtube.com/watch?v=UywJVPIbrJs&feature=related

” Y si ponen tu alma y tu corazón en un sueño, el universo conspira para lograrlo.”

Sabe quando por mais que as coisas comecem já não dando tão certo, a esperança se agarra de uma forma inimaginavél ao nosso corpo e mente? Quando por mais que a razão peça para que outros caminhos sejam traçados, e  o coração simplesmente ignora? Ou mesmo quando o simples fato de sentir que o seu sonho, está ali tão pertinho(mesmo que esse perto se resuma a imensidão daquele aeroporto internacional), te deixa presa aquele lugar embora saiba ser impossível qualquer aproximação? Mas que um simples olhar já resolveria tudo…

Era assim naquela manhã que se estendeu por metade da tarde.

O primeiro baque veio logo com o aeroporto inesperado. Agora já nem sei se adiantaria alguma coisa se fosse o outro. Talvez uma quantidade menor de fãs. Talvez. Sabíamos os vôos, e esperávamos muita gente.Mas não tanta. As pessoas pareciam não se importar com a fila,ou tinham seu lugar guardado. Nós? No seja o que Deus quiser!

Quando o vôo dos músicos chegou e eles não apareceram, pareceu muito óbvio. Se aqueles não passaram por ali, a banda quenão passaria mesmo. E ainda faltavam umas 3 horas para essa certeza ser confirmada. Ir ou não ir para  fila? Não, já estávamos ali. Os olhos ainda brilhavam, querendo acreditar que metade daquelas pessoas iriam embora e tudo se tornaria mais tranquilo. Buscando por lugares possíveis de se ver alguma coisa, andando de um lado para o outro sem qualquer rumo. Risadas, muitas risadas. Desespero, muito desespero.

Enfim, com certo atraso, avião pousado. A fila se arrumou, com uma quantidade enorme de pessoas esperando. Não sei o quê…eles não passariam por ali. E se passasem, meu Deus….o que seria eu nem quero pensar. Só sei que ficamos , embora soubessémos da verdade, de máquinas em punho esperando a hora que não viria. Aquela multidão descendo as escadas e parando o Galeão,literalmente. Eles não vieram. Ok!A gente já sabia né?Mas não posso negar, que foi frustrante. O começo de grandes frustrações…

No ônibus até o centro, mais nervosismo. O outro só passaria dali a quase 1 hora e levaria mais 1 hora pra chegar! Palmas pra gente! Chegar lá com todo mundo dentro e antes de Pee Wee começar a cantar seria sorte. Restava esperar, e esperar e esperar…

Espera que durou muito e pareceu um dia inteiro naquele engarrafamento rumo a arena. Na cabeça,milhões de coisas passando. A gente meio que desesperadas em silêncio. O medo de não conseguir ver direito. De ter pago caro pra nada. De morrer na praia. Só queriamos correr, e correr e correr, e voar. Já nos sentiamos meio baqueadas pela desilusão do dia inteiro no aeroporto, mas a esperança ainda tentava se manter firme. Nem sei mais se isso foi bom ou ruim….

Pouco mais de 18:30 nós entramos, enfim, aonde já deveríamos estar a mais tempo. E outra ponta de arrependimento. Se tivessemos chegado mais cedo, com certeza estaríamos muito mais perto do que ficamos. E olha que conseguimos muito para a hora em que chegamos. Entre empurrões, apertos, nos posicionamos bem e era só tentar aguentar até a hora de começar. O bom é que não faltava muito.

E então outra decepção. Embora fosse esperado que a Maite não fosse ao show, muitas esperanças foram jogadas em cima disso. Pessoas afirmavam ter visto a garota em qualquer lugar, mas já era de se desconfiar. Anunciaram que ela não iria, e o que parecia brincadeira se coNfirmou quando a chance de devolver o ingresso e pegar o dinheiro foi dada. Eu não faria isso, mas confesso que fiquei chateada. Muito chateada.Assim como todos ali, alguns ainda mais, com certeza. Era mais que obrigação dela estar ali, naqueles últimos shows. Fomos nós quem a empurramos para que chegasse até onde estar. Por mais que seja dificil conciliar, ela deveria pensar um pouco mais nos fãs que esperam tanto pelo dia de vê-la ali, sob os palcos. Está errando muito, e só espero que não se arrependa tarde demais.

O show começou e Pee Wee entrou no palco. Bonitinho demais gente, todo pequeno e engomadinho. Solto e pra frente. Comandou bem a galera. Ninguém sabia música dele, mas ele fazia questão de pedir que acompanhasse. Foi meio que teste de camêra pra ver as melhores configurações para as fotos do show que estava por vir. Foi recebido por gritos de Pee Wee eu te amo(oi???), e ainda pediu pra aprender a falar brasileiro(oi²????)! Mas tudo bem, valeu Pee!

Uns minutinhos depois, as luzes apagadas, as sombras nas três cortinas. Os corações acelerados, demais. Algumas muitas mãos na frente, o descontrole do lugar aonde estavamos. Que dó, vê o Christian dançando sozinho ali atrás!(Vlw Mai!!) As luzes acesas, as cortinas no chão e os 5 ali, prontos para colocaram aquela arena abaixo. O que fizeram com louvor e não deixaram a desejar.

Sucessos antigos sendo lembrados, cantados por fãs apaixonados. Bonito de ver, de ouvir, de sentir… E por mais que digam, reprimam, critiquem…eu sempre irei repetir. Aquela magia sentida ali é imensuravel para qualquer pessoas que esteja de fora!

Eles, lindos, simpáticos, sorridentes, felizes. Como sempre são. Contagiantes, emocionados eu posso dizer. Dava pra ver satisfação em estar sob aquele palco, sendo ovacionados a cada segundo.

Naquele aperto, cantavámos com todo nossos corações. Gritavámos muito. Não houve espaço para choro da minha parte, queria aproveitar cada minuto. Emoção sempre me acompanhou em cada momento…em alguma músicas especialmente.

Quando Poncho veio até a frente, e falou, eu me senti extremamente envolvida. Meu Gatito dos olhos verdes mais lindos. Olhos que Raquel tinha dito ver emocionados, e que eu confirmei na minha foto. Quem não tem tanto espaço, e que sei lá porque, é um dos menos querido. Mas o que importa? Pra mim nada, eu admito….gosto muito, acho lindo e quero levar pra casa! Liguei pra Larys na hora que ele cantava uma parte, pra que ela ouvisse o Bb1. Será que ouviu? Não sei…só sei que eu o ouvi perfeitamente bem e gritei como nunca!

Eu olhava pra Raquel em Light up the world tonight, e ela doidinha. O show todo me beliscando, sei lá por quê. Pra saber se era verdade tudo aquilo, talvez. E era sim. Eles estava ali, na sua maior animação, dando o melhor de si pra nos fazer vibrar. E vibrar conosco.Eu filmando tudo! Ficou lindo, o bebê todoooooo feliz com aquele povo todo cantando a música dele. Lindo.

Otro dia que vá. DejavÚ total daquele primeiro cd. Dulce e Anahí, sem Mai.Quer saber, ela não fez falta. Seria melhor se ela estivesse, mas não foi pior por isso. As duas foram perfeitas, lindas juntas. Aquele abraço do final que levou a arena a loucura!

Em Salvame, meu Deus. Como a Any é linda, como! Perfeitinha, parece não existir. Eu sempre disse isso, mas vê-la ali é demais. Quando eu a via chegando ali, na minha frente…sei lá, eu ficava meio anestesiada. Anahí é o tipo de pessoa que me deixa nervosa, e eu tenho vergonha de admitir que teria vergonha de chegar perto dela. É como se, de alguma forma…eu não merecesse estar tão perto. Aquela emoção tipica dela, que já não sei ser real sempre, mas que ali senti um pouco sim. Os olhos mais lindos e azuis, pedindo ao final no seu melhor português(fofinha) que acreditassemos sempre em nossos sonhos e reafirmando que somos o seu sonho que virou realidade. Pequena….Meu Deus! Como eu amo, como! Eu sempre digo não ter preferido, mas de verdade, se tiver que escolher…será você!Aliás, já é você….

No Pares, sempre No Pares. Impossível não se emocionar com Dulce ali. Uma bonequinha, daquelas que dá vontade de levar pra casa e apertar as bochechas. Toda fofa, toda linda. A música, eu não preciso dizer. A gente canta com todo nosso coração, pedindo de verdade que nossos sonhos sejam realizados. E quanto a isso, eu serei sempre grata a ela. Por nos fazer acreditar nos nossos sonhos, sempre, sempre. Estar ali, por mais que tenha sido só aquilo, dessa vez foi mais que um sonho. Foi uma prova de que sim, eu posso acreditar nos meus próprios anseios…eles podem ser reais. E mais lindo que qualquer coisa, foi ver sua carinha timida de não saber o que fazer ao ser atingida por gritos de pedidos a sua nova música. Uma capela de Te daria todo que tornou aquele momento especial, pra gente…e pra ela, eu tenho certeza!

E tantas músicas, tantas! Todas com suas emoções especificas, relembrando momentos, vivendo novos. Um show digno de um Adeus.

Até que a supresa foi anunciada. E me desarmou completamente. Embora com toda sua fofura Dulce avisa que iriam voltar em dezembro, os gritos acredito não terem correspondido as expectativas. Da minha parte foi a pior noticia que eles poderiam dar. Eu não queria que eles voltassem, pelo menos não tão logo. Sem condições nenhuma de ir. Nenhuma. Sem chances. E não tem nada pior do que saber que o meu Adeus estava sendo dado, e eles ainda voltariam. Sem que que eu pudesse ver. Nessa hora eu fiquei meio triste, muito mais triste. Começaram a cantar outras músicas, já perto do fim. E na penúltima eu senti minhas forças se acabarem. Não sei como aguentei, tentei ficar mais um pouco, mas meu corpo não respondia aos meus desejos. Meio que cambaleando fui pra tras e sentei na grade de separação Vip-pista. Tentei me recompor, respirei fundo. Eles entraram pra cantar Rebelde e eu não poderia ficar ali. Fui até o lugar novamente, e quietinha….senti aqueles últimos momentos. Os meus últimos momentos diante deles… tão perto, mas tão longe. E quando eles saíram, algo me dizia….era minha última vez.

Voltamos pra casa, dormimos e acordamos cedo no outro dia. Fomos pro aeroporto, já esperando outra multidão por lá. Espera confirmada.Quando o segurança desceu, e aquele povo todo o cercou, a certeza maior veio: eles não vão passar por aqui, isso é óbvio.

Entre a procura por uma outra entrada escondida, achamos uma possível. E enquanto conversavamos com uma funcionária..poucas pessoas diante do vidro da sala de embarque inferior, de costas pra ele. De relance algumas pessoas passam e sobem a escada rolante…uma olhada mais firme e a decepção. Eram eles… em choque só vimos no fim da escada Dulce sumindo da nossa visão. E então, as chances estavam encerradas. Ainda pelo vidro, ao longe…alguns fãs com passagens compradas atrás deles. E nós, ali, sem reação alguma. Foi o mais decepcionante de tudo. Era nitido em nossos rostos aquela decepção….

Depois de tudo, ficou só tristeza. O riso tentando afugentar qualquer lágrima. Ficou também os pontos de arrependimento. E os poucos acertos(não me pergunte quais) somem diante dos muitos erros. Das coisas que poderiam ter sido feitas, faladas, pensadas. Daquela ida pra fila mais cedo que resultaria num melhor lugar. De ter ficado diante do vidro do Galeão e vê-los pelo menos passando. De ter estado tão perto do vidro do Santos Dumont e perdê-los de vista. De não ter comprado minha passagem de volta pra casa naquele sábado, e tê-los visto passando na minha frente naquela sala de embarque. Agora ficam só os erros, as dores, a saudade, a tristeza. O querer mudar o que não pode ser mudado. O querer sentir o que já foi sentido. O querer aproveitar o que já passou, e por algum motivo não foi tão bem aproveitado. Fica uma certa “inveja” de quem conseguiu chegar tão perto.

E fica, acima de tudo, a certeza de que não mais os verei. De que a chance de um dia chegar perto deles, agora é a mais remota possível, pra não dizer impossível. Da foto que eu não tenho, do beijo que não dei, do Oi que eu não disse. De que os meninos pelos quais tanto me apeguei, simplesmente se foram do meu campo limitado de visão. E eu só queria agora um olhar que fosse, um aceno qualquer…eu só queria poder voltar em Maio e sentir toda aquela agonia novamente. Desesperadora, rápida e confusa….mas foi o mais próximo que conseguir chegar.

Pode parecer exagero, banal e ridiculo. Mas dói demais e de uma forma que eu não pensei acontecer comigo. Desde que cheguei aqui, não consigo pensar nessas três letras(RBD)e não encher os olhos de lágrimas. É horrível saber que eles vão voltar, e eu não poderei vê-los. E me dá raiva, até deles por isso. Acho injusto, porque pra eles só se vê o bonito. A casa cheia de fãs! O sacrificio, que garanto, é muito para  a maioria não creio ser levado em conta. Jé me peguei torcendo pra não dá certo, e não me culpo por isso.É a minha defesa. É só o que posso sentir agora.

Quando eu disse que mesmo se nada acontecesse eu iria colocar um sorriso no rosto e ficar feliz pelo show, eu não estava mentindo, ou estou descumprindo com minhas próprias palavras agora. Eu não contava com aquela tal surpresa. Era algo que não passava na minha cabeça. Eles iriam embora, sem eu ver, mas ok. Eles iriam! Só que eles vão voltar, e eu não terei novamente a chance de tentar. E é isso que está machucando agora.

Eu não consigo explicar, só sei que não estou bem. Não mesmo.Achei que fosse mais fácil, muito mais fácil. Só que está sendo muito mais díficil, e eu não sei lidar com isso. Não sei.

Na verdade eu não quero lidar com isso, só queria acreditar que vai passar logo. Passar eu sei que vai, mas não imagino quanto tempo irá demorar até que eu fique realmente bem. Espero que não seja muito, é ruim…demais.

O que quero é lembrar dos momentos bons que vivi. Das coisas boas que senti. Não quero chorar ao ouvir alguma canção, ou ver algum vídeo…Quero sorrir e vibrar como se essa banda nunca tivesse acabado. Lembrando de tudo o que significaram para mim…e ainda significam.Porquê como eu já falei, diversas vezes….os meninos que eu aprendi a amar, pelos quais cometi meus maiores erros….inguém pode tirar de mim não.

E como eu disse naquele bilhete que não sei se foi entregue:

“Gracias por que fueron y son parte de nuestra historia. Gracias de verdad, por nos dejaren hacer parte de sus vidas”

E que aquela primeira frase, o maior lema que eles nos ensinaram, não seja perdida por aí. Embora não tenha sido dessa vez, que o universo conspirou a meu favor…eu não vou perder a esperança de que terei minha vez. Não sei quando, como, onde…ela vai existir. Os meus ídolos irão se separar, mas não irão perder essa fã aqui.Sonhos estão aí para serem sonhados….e deixá-los para trás não faz parte de mim.

A música de fundo? Talvez ela não tenha tanto a ver, mas ficou nos rondando durante esses dias…e continua por aqui. A letra é linda, a melodia perfeita. E por mais que a gente tente não ligar tanto ela a tudo, isso torna-se impossivel.

Raquel, Bebê!!!Brigada por tudo!!!Estavamos juntas mais uma vez, te ouvi todos os dias falando que precisava ver Chistopher! Você verá ok? Estarei torcendo por dia 10, como nunca!!!!Amo-teeeee!

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