Um barco à deriva?

28 Agosto, 2009 at 11:42 pm | In Coisa minha, Faculdade | 12 Comments
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O que você quer ser quando crescer?

Todo mundo já ouviu essa pergunta milhares de vezes quando era criança.Todo mundo já se perguntou isso também. E há ainda, quem se questiona até hoje, quando o crescer, já não existe mais.

Eu me encaixo nos três exemplos.

Com mais de 20 anos, a dois semestres de – teoricamente – concluir a graduação, as dúvidas do ontem caem como certeza no agora. E não há nada pior do que ,tão próxima ao cais, ver seu barco à deriva. E não conseguir fazer nada por ele…

De repente, a mente se dá conta de que nunca houveram planos, sonhos, ideais para essa profissão que por tantas vezes jurei ser a certa. Percebe que o equilibrio entre os pontos positivos e negativos nunca existiu e que a balança sempre pesou para o lado do menos. Se desespera ao olhar pra trás e enxergar um caminho sem volta, uma caminhada totalmente empurrada, uma vida que passou. E entra pânico ao olhar pra frente e ver que ainda precisa de um grande empurrão para ultrapassar barreiras do próprio psicológico e dar fim àquilo que nem de longe, foi um sonho ou a melhor fase da minha vida. Como todos dizem ser.

A frustração, o arrependimento, a tristeza, a vergonha e as incertezas. Tudo se mistura em uma onda que leva o barco ainda mais para longe do cais, que parecia tão perto. Em um conflito interno, se fechar entre as quatro paredes da cabine, é a opção mais fácil que eu encontro. Pedir ajuda não faz parte da vergonha da escolha errada. Olho pela janela redonda e de vidro, todo o resto se distanciar. Todos os outros seguindo em frente, parando na ponte e descendo com sorrisos no rosto. Se eles estão felizes de verdade, ou não, eu não sei. O que sei, é que eu não estou. E preciso, feliz ou não, chegar até ali, pelo menos para cumprir a tarefa.

O barco não pode ficar à deriva pra sempre. Não pode desperdiçar toda a viagem feita até o momento. Tempestade, ondas gigantes e todos os obstáculos podem ser enfrentados. Devem ser enfrentados. Mais dia ou menos dia, eles precisam ser encarados de frente. Por mais certeza que se tenha de que eu não sirvo pra pilotá-lo como achei que serviria.

Talvez, o obstáculo maior esteja dentro de mim mesma. Eu não sei como enfrentá-lo, e por mais que não entendam e olhem com outros olhos, ele existe. E é tão grande, que ninguém imagina. Me faz perguntar todos os dias como eu fui cair na onda do mar calmo e entrar nesse barco. Quando eu deveria ter percebido que o mar não estava favorável, que essa não era minha praia. Me faz ver que, ainda que eu me jogue de cara nessas águas turvas e confusas e me livre do barco à deriva, eu não consigo fingir que sei nadar. Posso saber me salvar, mas não sei nadar. Não sei. E eu só quero, forças, pra chegar na ponte, colocar os pés na terra e me sentir livre de tudo isso.

Pode ser, que eu continue equivocada. Que talvez eu tenha alguma chance nesse mar de meu Deus. Mas, eu não aguento mais ser indagada do que quero fazer, do que estou fazendo aqui, se nada parece me agradar. Eu sei, alguma coisa tem que eu saiba fazer. Só não sei, ainda o quê.

E, eu não vou mais crescer. Só que ainda preciso decidir o que quero ser, agora que sou grande.

Por enquanto, eu só tenho a dizer:

- Mãe, desculpa por esses anos que eu te fiz perder. Por não corresponder as expectativas que você colocou em mim, e desperdiçar as chances que você me deu. Eu só queria voltar a ser criança e ouvir você me perguntar. “Meu amor, o que você quer ser quando crescer?”. Eu te diria, sem nenhuma vergonha e com toda a minha inocência. “Eu não sei, mamãe. Eu também queria saber.”

nat1

Hay un lugar mucho más allá del sol…

20 Agosto, 2009 at 3:51 pm | In Coisa minha, Just me, Sonhos | 8 Comments
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…donde los sueños se hacen realidad.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é que, assim como da primeira vez que fui a um show do RBD jurando para mim mesma que encerreria aquela fase ali, eu fui a esse pocket show da Anahí. Por duas vezes eu me enganei, e não consegui deixar a fã para trás. Pelo contrário, só consegui querer muito mais…

Quando RBD acabou, e logo após o show de Adeus que fui, eu fiquei uns bons dias chorando à toa. Só de ouvir falar, só de pensar nessas três letras. E os pensamentos não me deixavam. Bom, me acostumei. Como tudo nessa vida, me conformei. Ainda gosto dos 6, sim. Alguns já não fazem parte da minha vida como antes. Outros eu vejo com mais frequencia. Uma não saiu de jeito nenhum e ocupou grande parte do vazio deixado pelo fim da banda. Ela que já entrou e saiu da minha vida uma vez, quando eu ainda era pequena. Voltou, e quando eu pensei que fosse sair de novo, bateu o pé e não quer me deixar parar de ser fã. Alguém avisa a Anahí, que eu preciso deixar isso um pouco de lado? (ou não?)

Não. Por que é bom. É muito bom ser fã. Ainda que eu chore, desanime, sofra. Faz parte do papel. Assim como faz parte vibrar, cantar, sorrir, chorar de alegria, esperar por um pouco que vira um muito inesquecível. E então, podem avisar a Any, que enquanto esse amor de fã existir aqui em mim, estarei seguindo-a. Ok?

Enfim…eu a segui. Ou terá sido ela a me seguir? Não sei dizer, só posso afirmar e agradecer ao destino e sua mega oportunidade.

Tudo começou quando anunciaram que ela viria em Agosto, para os pockets shows em algumas cidades. É caro, eu sei. Mas eu não estava preocupada com isso. Na verdade eu não via possibilidade de ir, e estava extremamente conformada em ficar de fora. Claro que nos dias em que ela estivesse no Brasil, eu ficaria muito chata e chorona, mas estava conformada. E segui la vida…Comecei a combinar na brincadeira com Raquel, uma viagem para Salvador no mesmo mês, pra afogar as mágoas de não ver Any, ir ao casamento da nossa prima, tirar fotos no estilo Prêmio juventud e conhecer a cidade do sol. Tá né…fomos combinando, sem muita fé. E ainda brincamos mais. Quem sabe não teria showzinho dela por lá justo na época.Sonho puro . Afinal, se RBD nunca foi à Salvador, Anahí sozinha é que não iria. Ledo engano…Ainda bem!

Não é que, com casamento marcado dia 08 e quase tudo certo para irmos, um estalo na agendinha dos pockets aponta a capital baiana no dia 09? É sorte, destino, mão de Deus mesmo. Eu não podia perder a oportunidade não é ? E mais, com o menor preço de todas as cidades. Não restava dúvidas, eu iria vê-la de qualquer jeito. Sim, com aquele pensamento lá de cima: vi, sonhei, realizei, e acabou tá?Então tá..

O pocket show+meet seriam alguns segundos com ela, em dupla. Duas fotos e umas 4 músicas. Pra qualquer fã, isso é mais do que um sonho. Podem ter certeza! E foi…

Ingressos comprados, dias contados até a viagem.Tudo era festa, e lá, eu não estava nem um pouco animada. Cheguei a pensar que a fã estava indo embora mais cedo do que o esperado. Nem lembrava que domingo estava batendo na porta, até ele…realmente bater. Quando andamos até a Maddre, só pra ver se tinha movimento, duas horas antes do horário marcado, é que minha ficha  começou a cair. E quem não estava nervosa, virou um poço de nervosismo.

Voltamos pra casa, e depois de pronta, enquanto Raquel se arrumava eu fiquei pensando. Tive vontade de desistir, medo de não saber o que fazer, vergonha ainda maior de Anahí. Tive vontade de sair correndo, fugir. Fiquei com cara de boba, sem saber o que fazer até chegar lá ouvindo Raquel dizendo que na fila faria o treinamento comigo e se preparando para o barraco que não aconteceu. Ah….como se na hora fosse fácil.

Aquela fila, aquelas pessoas. Todas felizes, nervosas e esperando. Eu não estava preparada para aquilo. Não mesmo. Foi tudo muito automático e rápido. Em pouco tempo já tinhamos entrado – numa fila desorganizada que nos beneficiou – e passamos a esperar lá dentro. Sem saber se ela já tinha chegado, se já tinha começado. E quando percebi que sim, já tinha começado, e as primeiras pessoas saiam chorando, emocionadas e em êxtase lá de dentro, meu coração acelerou. E não parou mais, até passarmos por aquela cortina e ele parar.

Eu não sei explicar a sensação de vê-la ali na frente, atrás daquele balcão e grande que já pouco me importava. Enquanto as duas fãs da frente eram abraçadas,e ouvi dela a palavra “foto”, fiquei olhando sem saber o que sentir, o que esperar. Ela parecia uma bonequinha, perfeita. Vi as meninas indo embora, e não me mexi. Vi Raquel indo e comecei a ir também. Sem rumo, até alguém me colocar do outro lado. Ouvi Raquel a cumprimentando animada, vi ela se virando pra mim, estendendo o braço e recebendo o meu abraço. Eu estava com a mão no rosto, meio engasgada. Ela, eu acho, me perguntou como eu estava. Eu, sem reação só consegui dizer, ainda em meio ao seu abraço.

- Meu Deus, Any…

Sim, só isso. Frase de quem não acredita que aquele momento era real. De que ela realmente estava ali. E de que eu, também estava. Ela sorriu, um sorriso contagiante, e se virou para a foto. O meu presente, o albúm que fiz pra ela, como se fosse uma carta, dizendo tudo o que eu sempre quis dizer e não teria tempo, nem voz, nem coragem pra dizer ali, estava nas minhas mãos, fora da sacolinha e em cima do balcão. Raquel se virou pra ela, rápido e disse que eu tinha feito com muito carinho. Any pegou das minhas mãos, colocou no colo e o olhando disse com sua voz rouca mais terna do mundo: Muchas Gracias.

Eu, só a olhando, boba mesmo. Ela pegou o cartão autografado, a pulseirinha, entregou pra mim e ainda disse: “Yo también tengo un regalo para ti”. Agradeci e já estavam me tirando. Não lembro de ter me despedido. Ela sim, se despediu. E eu saí, me deixei ser levada pra fora.Deixando pra trás tudo o que eu sempre quis durante esses anos…

Isso tudo não durou mais que 15 segundos. Os melhores 15 segundos. Mágicos, inesqueciveis, surreais.

Saímos rindo,eu com a sacolinha sem o presente – e que deveria ter ficado com ela – nas mãos.Descemos ainda rindo, as pessoas na fila perguntando e fomos pra frente do palco. Não tinha muita gente, dava pra ver bem, com uma pessoa entre a grade e o palco. E foi aí que minha ficha caiu de vez. Já tinha passado. Eu esperei tanto por aquilo e a sensação de frustração por não ter aproveitado era irritante.

Olhava pra Raquel e só conseguia repetir que queria voltar lá pra dentro. E não consegui segurar as lágrimas que já estavam descendo sem pedir. Sentei no sofázinho do canto e chorei, não muito. Tentando me controlar. Mas me martirizando por dentro. Chorei por não ter conseguido falar. Por não ter olhando em seus olhos como eu queria. Não ter tido uma chance maior. Não ter me despedido direito. Não ter aproveitado como eu deveria. É uma sensação tão ruim, depois de tanta magia. E eu tinha certeza, a minha fã não morreria ali. Eu queria muito mais. Eu quero muito mais.

Controlada, eu guardei meu cartão e minha pulseira e fui pegar meu lugar. Não poderia perder mais nenhuma chance, de chegar o mais perto possível, de prender meus olhos nela durante mais alguns minutos apenas pra depois perdê-la de vista por tempo indeterminado.

Eu não me importava com o aperto não. Já tinha passado por piores, e seria por pouco tempo. Quando ela entrou, tão rápido, tão de repente, outra vez meu coração acelerou. Aquele trenzinho pequenoooo naquele palco. Aquele sorriso que eu não esqueço nunca. Aquela felicidade que eu via nela. Outra vez, não consigo descrever. Tentei prestar atenção a cada palavra dela, a cada movimento e graças a Deus, eu tive a sensação de ter demorado muito. Foram umas 5 músicas, mas pareceu pra mim uma eternidade. Não que eu não aceitaria muito mais, claro que sim.rs. Cantamos juntos, a vi brincar, pular, arrasar. Quis chorar algumas vezes, mas não me permiti. Me puni em certos momentos, que ao invés de aproveitar eu era tomada por pensamentos do tipo: Eu nunca mais vou vê-la, meu Deus…

Até ela se despedir. Sair do palco, da minha visão. Ainda sob um êxtase eu não desanimei. Estava feliz até demais. Tinha sonhado, realizado. Tinha chorado, era verdade, mas fazia parte. Fomos andando pra casa, tentando lembrar dos detalhes. Sem muito sucesso. Não foi tão ruim quanto imaginamos. Mas não foi tão perfeito, como de verdade, era meu sonho. Afinal, sonho é sempre perfeito. Realidade tem suas falhas, que podem ser grandes -e não foram – mas não cortam a mágica do realizar.

O baixo astral veio depois. Aquelas sensações do choro antes do show, voltaram com mais força. Ver, ler tanta gente contando seus sonhos perfeitamente realizados, atiça ainda mais a frustração. Não é inveja não, é só raiva de não ter me entregado mais. Sim, se alguém errou fui eu e produção com seu pouco tempo. Não ela. Ela não. Estava linda, simpática, uma fofa, um anjo…

Vai demorar um pouco pra que eu veja tudo com bons olhos. A felicidade, a sensação de sonho realizado, momento inesquecivel existem aqui. Mas, por enquanto a frustração está um pouco maior. Ainda mais misturada a quase certeza de que vê-la de novo, uma chance dessa, está muito distante. Tem show em novembro, os ingressos já estão a venda, mas…não posso comprar agora. Não sei o que me espera, é muito tempo – ou não – antes. Seja o que Deus quiser!

Porque sim, existe um lugar muito além do sol onde nossos sonhos viram realidade. Basta acreditar, querer, sonhar e ir atrás…que um dia, ele chega! Vou continuar sonhando…pois eu ainda acho que há mais espaço nesse lugar além do sol para meus sonhos…

A foto. Bom…quando eu sai do meet, não fazia idéia de como tinha saído na foto.Foi tão rápido que eu não lembrava onde estavam minhas mãos, a mão dela, meu sorriso. Eu teria cara de boba, feia ou não teria cara de boba. Ela sairia linda, eu sabia.(no fim, a foto não saiu tão ruim. Cara de “quero chorar”, travada, mas feliz!)  Na verdade, a foto é o que menos me importar nisso tudo. É bom pra lembrar, relembrar e voltar atrás. Mas..o essencial está tão guardado comigo, que foto nenhuma substitui.

Foi um sonho. Meu sonho real. Eu não tenho palavras pra descrever o momento. Só sei que foi bom, muito bom. Como eu já disse, os segundos mais emocionantes. Mais ainda do que aqueles no aeroporto, em Maio. Muito mais.

Ai pequena…hoje, eu só peço a Deus, a todo instante, que as palavras escritas por mim naquele livro entregue em suas mãos, continuem contigo. Ou que pelo menos as tenha lido e sentido todo o meu carinho. Eu só queria que soubesse que esse amor de fã aqui….é grande demais! E isso, bastaria.

nat1

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* Bom, eu sei que foi grande e ninguém é obrigado a ler. Sei que sou julgada por tudo isso, mas eu falo pra quem quiser ler e ouvir que não tenho VERGONHA de nenhuma palavra escrita aqui. Como eu já disse uma vez, sonho é de quem sonha. E gosto é de cada um. Eu tenho liberdade o suficiente pra gostar de quem eu quiser, de achar bom o que vier à minha cabeça. Se eu escrevi, foi mais pra mim, do que pros outros. Quis compartilhar, o blog é meu e conto um pouco da minha vida nele. E…queiram ou não, achem bom ou ruim…esse momento foi parte dela.


Quanto vale um sonho?

26 Julho, 2009 at 12:18 am | In Coisa minha, Sonhos | 4 Comments
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Se me perguntassem quanto vale um sonho, eu seria direta na minha resposta: Meu sonho vale o quanto eu estou disposta e apta a pagar por ele.

Pode ser que seu preço seja absurdo, abusivo e tentador a ser deixado de lado. Mas, o que fazer quando essa é a única opção de realizá-lo? Se eu posso pagar por ele, ainda que contando os meus últimos centavos? Com certeza, eu vou ceder, engolir qualquer orgulho, e entrar de cara naquilo que há tempo eu espero.

É muito fácil julgar quem aposta alto em seus sonhos. Quem dá tudo o que tem por algo que pra muitos, é claramente rídiculo. Aquele que passa por cima de prioridades buscando apenas um segundo de felicidade. Muito, muito fácil rir do outro por estar sendo tão bobo a ponto de se submeter a qualquer absurdo por um momento que talvez, nem possa ser chamado de sonho.

Sonho é de quem sonha. Ninguém tem direito de dizer não ser. Se é conhecer o mar ou dar a volta ao redor do mundo, não importa! É problema, exclusivo, de quem se permite sonhar.

O valor dele, importa sim. Pode ser que o sonhador não tenha, e a frustração venha com antecedência. Como pode ser também que ele tenha de sobra, e se frustre do mesmo jeito por não ser o que esperava. Acima de tudo, pode ser que as condições não seja as melhores, mas ele tenha o suficiente para ir até ali, sonhar. Que seja fora de sua realidade fazer qualquer loucura, mas peraí…um sonho não é o oposto de uma realidade?Ou o caminho para ela? Então, porque não tentar? Eu tenho certeza de uma coisa: a frustração de não ter tentado, enfrentado, se jogado é muito maior do que amarelar no toque das primeiras ondas.

E para os que criticam, julgam e só sabem repetir se vale mesmo a pena dar tanto por tão pouco, eu deixo outra pergunta. Por que ao invés de perguntar quanto vale o meu sonho, você não pergunta quanto vale a minha felicidade ao realizá-lo? Eu te garanto…o que eu paguei lá na frente, não é nada diante dela!

Daqui a alguns dias, eu vou sair sem olhar pra trás, em direção a esse destino. Com a cara e a coragem vou aproveitar a mega oportunidade e o empurrão dado pelo destino, e vou ali, fazer real um dos meus muitos sonhos. Um sonho de fã, sim, com licença!

E quando eu voltar, trarei aqui mais que uma foto que eu sempre quis ter. Irei trazer um momento que eu por tanto tempo, sonhei viver…

P.s: Crédito “Coming soon” – Kit capture the moment by Designs by lili and Kate hadfield.

nat1

* Simplesmente, parte de mim! *

21 Dezembro, 2008 at 5:22 pm | In Coisa minha | Leave a Comment
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[...]I’m feeling too scared now. Just trying to understand[...]
(Keep it down low) 

Muitas vezes, o destino trata de fazer seu papel, ainda que de uma forma inusitada. Pessoas são colocadas diante de situações novas, pouco conhecidas ou já uma velha rotina. São apresentadas ao mundo sem, no entanto, imaginarem que deixariam marcas na vida de tanta gente. E que seriam marcados por essa experiência também. Foi assim, de repente e de mansinho, sem medo (?), e dispostos a conquistarem fãs por onde passassem prezando sempre por tantos valores, que eles chegaram até aminha vida. Se esperavam por tanto sucesso?Eu não sei..
Mas conseguiram algo mágico e inesquecível, isso eu posso garantir.

Eu, que depois de anos sendo uma grande fã de Sandy e Junior, achei que depois deles eu nunca mais fosse ter esse tipo de admiração por alguém. É algo que exige muito, e acreditei que não passaria por essa fase novamente. Nem queria.Doce engano meu. Saiu a dupla, e anos depois…entra em cena uma banda inteira.E agora, eu percebo que não tinha me enganado. Eu realmente não fui a mesma fã como fui dos primeiros. É diferente. São momentos diferentes, pessoas também diferentes. Um sentimento distinto, com a mesma base é claro, mas ainda assim,distintos. Maior, eu posso dizer.Muito mais forte…

Sobre esse sentimento que une um verdadeiro fã ao(s) ídolo(s), eu não sei dizer o que realmente ele é. Talvez uma mistura significante de tantos outros sentimentos. É um amor diferente do que  se sente normalmente, é uma admiração que pode não parecer, mas enxerga os limites, os erros. Que vibra com cada nova noticia, cada novo acerto. É uma paixão extravasada difícil de conter.  É um medo preso de perder qualquer momento, de que chegue ao fim. É uma espera constante pelo dia em que, então, ficará cara-a-cara com os personagens de seus sonhos. 

E não foi diferente dessa vez. A primeira coisa que eu senti, por incrível que pareça, foi antipatia. Lembro-me de, em 2006, estar andando na praia numa tarde de verão com algumas pessoas, e João Victor colocou pra tocar no celular uma nova modinha. Que eu nem ao menos sabia existir.

[...]Solo quedate en silencio 5 minutos…[...]

E quando me dei conta, isso estava lá em casa sem eu perceber. Eu querendo assistir Alma gêmea, e tendo que disputar a televisão com Maria e Lety assistindo Rebelde. A fonte dessa música e de tantas outras que agora enchem o meu mp4…Eu falando mal da novela, loucamente, para Joyce pelo MSN e ela com raiva. Hoje conversas sobre Dulce são diárias… Eu achando ridículo mais uma novelinha mexicana(não que eu não goste, adoro.), bobinha. De fato ainda a acho um pouco assim…Mas hoje, acompanho tudo de novo pela reprise no canal fechado…

E ainda há quem diga que o ódio nunca vira amor.

Não consigo me recordar muito bem como essa mudança aconteceu. Acho que fui me acostumando e quando vi, já não perdia um capitulo da novela. Não faço idéia de datas, se foi ou antes ou depois daquela tragédia no Brasil, em Fevereiro. Não sei como reagi, o que pensei quando vi o que aconteceu naquela tarde de autógrafos. Eu sei que depois disso, fui começando a gostar de verdade. Muito. Ainda nesse verão, depois de Lety e Joyce terem me apresentando ao mundinho Rebelde, foi a vez de trazer Raquel para dentro dele.A menina logo ficou vidrada no Bustamante.Amor a primeira vista,Quel? E estamos aí, até hoje. 

Daí pra frente, a paixão foi ficando cada dia mais intensa. Um começo tímido, sem tanto ligar para a banda. Era só o vício pela novela mesmo, com seus casais, suas confusões. Como esquecer aqueles 6 personagens principais? Os seis que se tornaram, depois…os verdadeiros ídolos.

Não demorou muito pra isso, a banda saiu da novela e logo o sucesso tomou proporções que espantam até hoje. Eles podiam não ser os maiores exemplos de cantores, mas ninguém conquista tanta gente por nada não é? Havia toda uma magia envolta, invisível aos olhos de muitos que só sabiam criticar e os olhavam com preconceito. Havia uma integração entre aquela nova família, bonita de ser ver, ouvir e sentir. Havia algo inexplicável que contagiou fãs espalhados pelo mundo. E que me atraiu, completamente.

Foram muitos vídeos baixados, muitas músicas ouvidas insistentemente. Muitas palavras trocadas até com a parede, na falta de alguém disposto a ouvir sobre eles. Muitos planos feitos. Muita imaginação rolando. Muitas suposições, muitas lágrimas, muitos sorrisos. Quantas vezes virando madrugada a espera de vídeos daquele show? Daquela entrevistas? Quantas vezes a busca por uma foto qualquer se tornava uma saga sem fim? Como não se lembrar daquele dia inteiro sentadas aqui em frente ao PC, esperando pela apresentação ao vivo no show de uma rádio, hein Raquel?? Foram tantas novidades, tantas surpresas, tantos sustos, tanta coisa engraçada, tanto “trauma”, tanto amor, tantas palavras bonitas….tanta coisa impossível de deixar de lado.

Decididos, persistentes e buscando apenas semear felicidade e amor, eles quebraram barreiras, tabus e todos(ou quase) preconceitos. Foram eles mesmos, o tempo inteiro. Orgulhavam-se do que estavam fazendo e buscavam sempre pelo melhor. Mostraram que ser rebelde era apenas ser você.

[...]Y soy rebelde
Cuando no sigo a los demás
[...]
Y soy rebelde
Cuando me juego hasta la piel[...]
(Rebelde) 

Yo digo “R”, Tu dices “BD”.

Ainda em 2006, a primeira turnê no Brasil. 13 cidades seriam palco de um show muito esperado por todo o País. No auge do sucesso, a espera era grande por todas as partes, dos dois lados. Fãs e ídolos.

Eu estava no 3º ano, estudando o dia todo. Já sabia que não iria a nenhum show. Minha mãe também não tinha deixado. Eu tão pouco tinha dinheiro. Eu sei que se tivesse feito algum esforço, poderia ter ido. Mas preferi deixar como estava. E esse é um dos meus maiores pontos de arrependimento. Talvez eu não fosse tão fã ainda. Mas que eu queria estar presente naquele último show, naquele maracanã….isso eu queria. Teve show em BH, tão perto de mim…e eu não fazia questão nenhuma. Só queria se fosse o Rio.

No dia do show, eu fiquei extremamente nervosa em casa. Peguei alguns números de telefone, e fiquei ligando. Raquel estava sem celular e eu apelei pra qualquer alma caridosa que pudesse atender. Consegui ouvir alguns trechos e senti uma euforia sem tamanho. Gastei quase todo o meu crédito, mas com o coração feliz. O celular chegou da pane de tanto trem que eu apartava, mas eu pouco me importei. Naquele ano, foi o mais próximo que consegui chegar. E subi uns bons degraus na escada dos fãs. 

O DVD do maracanã é um dos mais perfeitos deles. É lindo ver, aquelas milhares de pessoas eufóricas em seus lugares. Num carinho, numa energia que o Brasil tem e eles fazem questão de ressaltar. E eles demonstravam cada minuto de satisfação de estar ali naquele palco, cantando num país que sempre  os acolheu de braços abertos. 

Em 2007, outra turnê. Na verdade uma passagem muito rápida pelo Brasil, poucos shows. Essa eu nem pensei na possibilidade de ir. Claro que mais uma vez, eu quis. Mas foi tão rápida que…passou. E eu não sei explicar bem, em 2007 a minha “paixão” deu uma esfriada. Eu ainda acompanhava muito, mas não me sentia tão ligada. Era como se, de repente…eu estivesse deixando de ser fã. Desci alguns degraus, mas ainda estava longe do térreo.

E eis que chega 2008. Os planos vieram com mais força, a fã voltou a gritar dentro de mim. Comecei a juntar meu dinheirinho, na esperança de qualquer show que estivesse por vir. Dessa vez eles não me escapariam não.

Diante da possível turnê que chagaria em maio, eu vi tudo escorrer pelas minhas mãos com a possibilidade de não ter. Lembro de ter chorado a noite inteira, acreditando que depois de tudo certo, nada mais aconteceria. E em uma noite de 1º de abril, eu vi tudo mudar outra vez. Confirmadas datas, eu não acreditei. Demorou para cair a ficha que sim, eu iria vê-los. Uma agonia para comprar ingressos e passagens, um nervoso antes da viagem. Seria o show da minha vida. E eu tinha uma meta. Vou até o Rio de Janeiro, assisto a esse show tão sonhado e planejado com as meninas e encerro a minha fase de fã. Eu queria isso. Mas mal sabia eu que tudo estava agora, só…

Lá, eu vi que as coisas seriam muito diferentes do que pensei, já no aeroporto de chegada.  O que eram aqueles fãs, e nós, esperando por eles que nem chegaram? E por aí  seguiram uma série de acontecimentos inesquecíveis. Desde a chegada de Tayra para se juntar a gente. E como ela foi importante pra nos dar tanto incentivo. Aquela fila divertida, aqueles momentos pré-show desesperadores. Como estava apertado ali, meu Deus. Mas eu não queria estar em outro lugar. Não mesmo. E quando, sobre o palco eu pude ver as 6 pessoas que tanto sonhei ver, eu tive uma certeza. Naquele momento, o paraíso era a área vip daquela HSBC arena. Mesmo com tanta gente, aquela emoção de primeiro show é inigualável. Eu queria tentar acompanhar cada um dos 6. E vibrava com cada momento naquele palco. Cada canção…me fazendo acreditar que o meu sonho estava sendo tão real.

E tudo foi muito além daquele show. Passamos a madrugada em frente ao hotel à espera de algum sinal, que não veio. Frio, fome…certa “humilhação”. Mas estávamos decididas a seguir lutando por alcançar um sonho ainda maior. E conseguimos, depois de muita luta, chegar até ele. Aqueles momentos embaraçosos naquele aeroporto jamais sairão de nossas mentes. Por mais tumultuado que tenha sido, foi tudo o que sempre quisemos ainda que sem saber.Cada olhada rápida, cada toque desajeitado, cada sorriso esperançoso….foi tudo se encaixando direitinho. E no fim, não poderíamos estar mais felizes. Se eu tinha ido pensando em deixar de ser fã, isso mudou completamente depois daquela manhã de sábado no Rio de Janeiro.

Uma semana depois eu estava em Belo Horizonte. Uma loucura que até hoje não sei como cometi. Eu queria assistir outro show, no Rio eu não tinha aproveitado tanto como gostaria e deveria, e me sentia na obrigação de ir a outro. E fui. Sozinha naquela BH, sem conhecer nada nem ninguém. Senti medo ao chegar naquele mineirinho sozinha, com aquela fila imensa. Lembrei de toda a magia do Rio, e tive vontade de sair correndo. Mas me segurei, conseguir furar uma fila e fiquei lá na frente. Ainda mais na frente. O show não poderia ter sido mais perfeito. Eu aproveitei cada segundo ali, sem fraquejar nenhum minuto. Foi mágico e inesquecível.Como sempre. 

E em agosto, eles anunciaram o fim da banda. Foi um baque, sim. Apesar de não ter sido tanta surpresa pra mim. Eu já imaginava que estaria perto do fim, tem uma hora que precisa acabar não é? Mas ter a certeza é muito ruim. A gente começa a imaginar um monte de coisa pra depois, como tudo vai ser, como tudo vai ficar. E começa uma nova luta pra tentar ir em um último show.


[...]
Como calmar esta profunda obsesión

Como le explico a mí alma que se terminó [...]
(Este corazón) 

Então, em novembro, a turnê de Adeus. Só de falar dá arrepio. Por um momento eu achei que não fosse conseguir ir a nenhum show, mas fiz de tudo pra estar lá. E eu estive. Foi talvez, um show ainda mais esperado que o primeiro. O frio na barriga  de saber que iria vê-los era enorme…uma ficha que não caia de jeito nenhum. As chances de vê-los fora do palco eram mínimas, mas não desistimos de tentar também. Como foi angustiante ficar naquele aeroporto o dia todo, numa espera interminável por algo que não veio. Chegar naquela arena tão tarde e encontrar todos lá dentro. Se enfiar no meio daquele aperto buscando a melhor visão, a maior proximidade.Da decepção ao ouvir que não seriam 6, e sim 5 sobre o palco. De ficar eufórica só com Pee Wee abrindo. E quando atrás daquelas cortinas, as 5 sombras se fizeram presentes. O coração acelerou de verdade. Meu Deus, teria que ser cada minuto bem aproveitado. Eu queria gravar cada rosto daquele, cada palavra, cada olhar…cada momento. E foi tudo tão emocionante, tão perfeito. Quando eles anunciaram que ainda voltariam ao Rio eu vi meu sorriso estremecer. Era jogar um balde água-fria sobre mim e fazer com que minha ficha caísse na marra de que aquele era o meu verdadeiro Adeus.

 

Alguien tan especial

[...]Pero tú en mis sueños siempre has de estar[...]
(Ser o parecer) 

Christian

[...] Se ama con la vida, sin miedo y sin medida,
Se ama a cielo abierto, de frente y sin complejos [...]
(Celestial)

Christian é o tipo de pessoa que arranca risadas até de uma parede. Mas que é extremamente sério quando tem que ser. Isso o torna  aquele garoto que todos amam, e seria impossível não amar.

Ele quebrou preconceitos, enfrentou criticas e julgamentos, mas não deu o braço a torcer. Foi ele mesmo o tempo todo e contou com a ajuda dos 5 companheiros incondicionalmente. E de TODOS os fãs. 

Alguém que é puro amor. É essa a sensação que tenho ao vê-lo. Ele exala amor sem esforço. Seu sorriso é espontâneo, seu olhar é cativante, suas palavras sempre tocam. Sempre forte e decidido. Sempre emocionando e emocionante. 

Quando ele entrou, no meu último show cantando Tu amor, eu senti uma raiva tão grande de mim. Que gritei isso na hora. Eu sempre disse que ele seria meu último na lista de preferidos.Não por não gostar dele, apenas por gostar um pouco mais dos outros. E se tem algo de que me arrependo amargamente, é de ter desviado dele DUAS vezes naquele aeroporto em maio. Eu não sei como pude ter sido tão idiota. Tenho certeza que teria sido muito bem recebida, tinha espaço e tinha a sua simpatia sempre ali. E eu simplesmente ignorei para ir atrás dos outros que estavam atrás. Acho que foi meu maior erro…e como dói. 

O melhor cantor dos 6. O amigo de todos. O menino palhaço. O menino maduro. O exemplo de força e determinação. O orgulho de tantos. Um autêntico Rebelde, que é o que é, não se importa com as criticas e preza pelo bem estar dos companheiros e dos fãs ainda que não seja o melhor pra ele. O menino amor…

[...]Si algun dia te vuelvo a ver,
Te prometo que voy a estar bien[...]
(Celestial)

Alfonso 

[...]Que hay cosas dentro de mí
Que puedo esconder
Y nadie más ve [...]
(Si no estás aquí)

Sentadas na calçada do Sheraton, sem muito que fazer a não ser esperar, começamos a tentar compreender essa música.Uma interpretação difícil do que Poncho queria dizer com ela. Ela ainda é um mistério pra mim.

O mesmo mistério que eu vejo nele. Não sei explicar, mas tem alguma coisa que não consigo enxergar no dono dos olhos mais lindos. Olhos que eu queria ter observado com mais atenção naquele aeroporto. Mas que a situação não permitiu.

Poncho também me transmite paz. Parece ser uma pessoa bem resolvida, madura e responsável naquilo que faz. E no que diz. Está sempre tentando colocar as coisas da melhor forma possível e justa. No começo, eu achei que fosse pura encenação…mas não, hoje eu acho que ele é assim mesmo.

Eu jamais vou esquecer dele cantando Si no estás aqui no primeiro show. O brilho nos olhos de quem não acreditava naquele “sucesso”. A música, sua música, é linda por si só. E eu me arrepiei. Quando ele passou correndo naquele aeroporto, eu só tive olhos pra ele e corri atrás. Queria me lembrar com mais detalhes daquele momento. É tudo meio borrado agora e isso me dá raiva. Eu sei que ele sorriu. Que ele foi simpático. Que ele falou algo e me recebeu. E eu poderia ter parado o tempo ali…

Ele é daqueles que a gente olha e diz: Putz, vai ser lindo assim lá na….! Não há nada demais em sua aparência, mas é sua beleza simples que o torna estonteante. Ao menos pra mim. E aquele mistério entra aqui também….tem algo nele que pede pra ser descoberto e que prende a minha atenção….

É o homem que brinca muito, principalmente nos palcos. É também um amigo sempre pronto a ajudar. É talentoso e gosta de fazer bem o seu papel. É apenas o Ponchito bebê…o inesquecível caipira da Mia.

[...]Y no es mi intención
Hablar de una história de amor
Si no estás aqui[...]
(Si no está aquí)

Dulce Maria

[...]Lo que hagas siempre hazlo por amor
Pon las alas contra el viento, no hay nada que perder
[...]
No pares nunca de soñar
No tengas miedo a volar
Vive tu vida [...]
(No pares) 

Quando Dulce se coloca ali na frente, ao lado dos dois músicos é impossível não se emocionar com a euforia que tomar conta do show. Todos já sabem o que ela vai cantar.Ouvir No pares, ao vivo, é ter a certeza de que nosso sonho está se realizando. Nas 3 vezes em que eu tive essa oportunidade, foram emoções diferentes. A primeira vez, por estar ali…os vendo. Tão perto de mim. A segunda, por estar aproveitando cada minuto daquele show. A terceira….por ser a minha última vez. E eu cantei sim, com todo o meu coração…tentando acreditar que jamais irei parar de sonhar. Ela veio, toda pequenina…e eu tive vontade de levá-la pra casa, apertar suas bochechas rosadas e ficar admirando. Muito fofa, muito linda….Aquela carinha de dúvida ao ser supreendida por gritos de pedidos a sua nova música. E o brilho no olhar ao, durante o trecho em capela, ouvir aquela arena cantando com ela. Eu jamais apagarei isso da minha mente…. 

Dulce é a menina que não nega o nome. Pra quem não a “conhece”, jura que é uma garota revoltada , como sua personagem na novela. Mas de longe, o cabelo vermelho é sinal de rebeldia. Ela é extremamente meiga, tímida, sonhadora….é alguém que traduz em palavras seus sentimentos, e que os transmite de uma forma tão pessoal em cada show. É impossível não gritar junto a ela em seu pedido para que a gente não deixe de sonhar.E isso, eu vou agradecer eternamente, ainda que em pensamentos, à ela. 

E apesar de seu jeito doce, Dulce é também força. É uma menina, sim…uma menina. Decidida e que sabe o que quer. Tem seus objetivos e seus sonhos. Mas tem também seus compromissos e sabe muito bem como agir diante de oportunidades.

Eu queria ter tido a chance de lhe falar algumas palavras, mas nem um Oi saiu de minha boca. Um sorriso talvez, mas foi tão rápido.E eu não consigo me lembrar. Eu tenho quase certeza que cheguei a tocá-la, não fantasiei isso. Mas queria mais nítido em minha memória. Sei que quando eu me virei/fui jogada ou empurrada, eu dei de cara com ela na minha frente. Acho que lhe dei um abraço desengonçado, e ela disso alguma coisa…com um sorriso. E eu não me lembro…. Tão pequena…tão fofinha! E é dela, a minha última e dolorosa imagem. A que me fez acordar e ver que tudo tinha acabado. E que eu jamais vou esquecer daqueles cabelos vermelhos sob um boné rosa, no fim da escada rolante atrás do vidro que nos separava em novembro. E eu jamais vou me perdoar…não ter virado antes e vê-la passar junto aos outros. 

A menina que eu aprendi a gostar como ninguém. Que eu admiro imensamente. Que me emociona com palavras bonitas. A ruivinha da voz engraçada, mas gostosa de ouvir, que nos cativa. A mulher que sabe o que quer. Que corre atrás de seus sonhos. A Dulce que será sempre, a nossa doce rebelde de cabelos vermelhos.

“[...]Solo nunca dejes de creer,
Porque el amor
Y tus sueños
Son la única puerta hacia la eternidad.”
(Dulce María)

 Anahí

[...]Quiero donar tu sonrisa a la luna así que
De noche, quien la mire, pueda pensar en ti [...]
(El regalo más grande) 

Eu tinha acho que 11 anos. Sentava na sala de casa, esperando Chaves acabar e então começar O diário de Daniela. Eu adorava. E como sou meio defensora dos filhos mais velhos e não gosto das criancinhas prodígios…eu não gostava da personagem principal. Eu adorava era a irmã rebelde. Adélia….E depois que a novela acabou eu jamais imaginei que ela fosse voltar a fazer parte da minha vida.

Mas ela voltou. Como Mia Colluci. A patricinha mimada e engraçada de Rebelde, perfeitamente interpretada por Anahí. E se tornou minha preferida na novela. Eu ria sozinha das bobagens da Mia, eu chorava com suas carências. Eu vibrava por Mia e Miguel. E aí não tinha mais jeito…

Anahí é a menina guerreira. Superou obstáculos grandes na sua vida. Mas sua paixão por viver foi maior que qualquer coisa. E hoje ela se traduz em plena alegria, em muito entusiasmo, em muita emoção. Ela nos enche de orgulho, por tudo.

Ela também sabe o que quer. E não tem vergonha nem limites para correr atrás de seus desejos. Enfrenta com coragem todas as criticas constantes que são jogadas sobre ela. E se muitas vezes a paciência é perdida com motivos, um imenso sorriso se coloca no lugar deixando claro que pouco importa para ela.

A emoção de sempre em Salvame já virou cena esperada do show. Eu sei que virou hábito, mas eu também sei que algumas vezes as lágrimas que brilham os olhos, são reais. Como no último show. Eu vi de perto, e eu vi que eles brilharam mais ao ouvi seu nome sendo ovacionado por fãs que a amam intensamente.

E nos palcos, ela é fundamental para a banda. Eu não consigo imaginar um show inteiro sem ela, sem seu brilho natural, seus gritos eufóricos, sua alegria contagiante…. A menina que não quer crescer, mas sabe ser grande. A que me fez acreditar que não devemos perder a criança dentro da gente.

E, a minha certeza de sentir por ela um carinho maior, eu tenho ao afirmar que sinto vergonha dela. Sentiria se pudesse estar ao seu lado em algum momento.Não sei explicar o porquê, mas teria. Ela me inibe, é como se de alguma forma ela fosse demais para mim. Naquele aeroporto, eu me desesperei ao me dar conta de que ela tinha passado por mim e eu não tinha visto. Tão pequeninha e magrinha minha bebê. Corri como pude atrás dela, tentei chegar perto o máximo que pude…e estava tão difícil. Quando ela pediu calma com sua voz rouca eu fiquei sem reação e passei a andar atrás dela. A observando somente…ouvindo Tayra chorando do meu lado, e Raquel chegando do outro. E eu não acreditava que ela era de verdade…que ela estava li na minha frente. Tão linda 

A minha loirinha dos olhos azuis. A dona de um sorriso sem igual, que eu queria guardar comigo pra sempre. Aquela cheia de brincadeiras. Any é a menina mulher. Que eu não quero perder de vista. A menina feliz, a mulher persistente. Cheia de sonhos, cheia de vida…cheia de emoção. A Any que eu nunca vou esquecer…e que eu não vou deixar de novo sair da minha vida, com medo de que ela não volte outra vez.

[...]Sobrevivo por pura ansiedad, con el nudo en la garganta

 y es que no te dejo de pensar.[...]
(Salvame)

 

Christopher

[...]You shine just like the stars
We’re gonna light up the world tonight
[...]
Every moment in my life[...]
(Light up the  world tonight) 

Um dos motivos de eu ter desviado de Christian naquele aeroporto em Maio. Ele estava lá atrás e eu nem acreditei quando vi Raquel do lado dele.Corri até ele e tratei de tentar ocupar algum lugar. Me lembro perfeitamente dele parado ao meu lado, esperando que eu batesse a foto…esperou tão bonitinho. E só depois percebi que as minhas pilhas tinham acabado. Queria ter dito alguma coisa, ter feito mais alguma coisa com ele.

O bebê, em todos os sentidos. Que se realiza quando faz um solo. A voz forte e encantadora. A dança super engraçada que nos faz rir. Os olhos apaixonantes e sinceros. O sorriso mais lindo. Christopher parece ser daquelas pessoas que está sempre cuidando de quem está ao seu lado. Talvez bem maduro para sua pouca idade. Mas com toda sua leveza de menino. Ele me passa muita tranqüilidade com seu jeito sereno, sua calma…

Eu não vou esquecer nunca do último show. De sua euforia ao ver aquele público tão empolgado quanto ele.De tentar me manter quieta filmando a música para Raquel, enquanto atrás de mim ela viajava. E me beliscava pra saber se era tudo real. Ele estava maravilhoso. Era impossível não sorrir de sua felicidade. De ser feliz junto a ele.

Um menino grande. Muito grande. Um homem com carinha de bebê, é melhor dizer. Daqueles que dá vontade de apertar todo. O bundudo do grupo. O garoto de olhar apaixonado que leva as meninas ao delírio com seu charme natural. É o bebê….sempre será o nosso bebê….

[...]Sueles volver en mis sueños
Como un recuerdo
pero despierto y te pierdo
estas tan lejos [...]
(Sueles Volver)

Maite

[...]Hay unas que llegan al alma
Que te hacen mover las palmas
Otras que llegan al corazón[...]
(Una canción) 

Maite é a menina que chegou e não precisou fazer nada pra garantir um lugar em meu coração. Eu sempre a adorei muito. Difícil esquecer a frágil Lupita, que ela fez tão bem. E mostrou que não era só mais um rostinho bonito. 

Sempre tão integra, tão decidida. Daquelas com que se pode sempre contar. Ela parece ser a amiga de todas. Sempre com conselhos, ou palavras de incentivo. Eu a vejo como alguém que parece ser muito madura pra sua idade.Tão linda.

Alguém que caiu de para quedas na música. Mas que não deixou a desejar. E um show sem ela, por mais agora não esteja fazendo tanta diferença, não é o mesmo. E mesmo que ela venha decepcionando com o seu “abandono” ao grupo em busca de um sonho, eu não consigo deixar de admirá-la. 

Ela foi muito corajosa em aceitar outro trabalho. Mas deveria ter assumido que dar conta dos dois não seria fácil. E é difícil para os fãs, ver quem tanto apoiamos “nos” deixando de lado. Mas também acho que deve estar sendo difícil para ele “deixar” de lado quem tanto impulsionou sua carreira.Mas temos direito de erra, ela também. E não será isso a me fazer desistir dela.

Naquele aeroporto em Maio, sua imagem também é uma das mais passageiras. Não lembro o que eu fiz, o que consegui. Eu só sei que ganhei um sorriso, e que naquele momento aquilo bastou.

Maite é a morena que arrasa. A mãe de todos.A dona de uns olhos acolhedores, de um sorriso enorme e iluminado. É a nossa Mai….a nossa eterna Lupita, e da qual eu jamais me esquecerei.E que eu espero que não demore a voltar ….

[...]Quisiera pensar que existe esperanza
[...]
Volverte a encontrar tal vez mañana[...]
(Tal vez mañana)

Y gira el mundo

[...]Y no puedo entender,
no quiero comprender
la razón a esta situación [...]
(Cuando el amor se acaba)

E então o ciclo chega ao fim. E de mãos atadas, temos apenas que aceitar.A vida é assim…chega uma hora que o mundo dá giros e tudo mundo. É difícil aceitar algumas mudanças. Principalmente quando estamos deixando para trás momentos maravilhosos que jamais serão apagados. Apenas farão parte, agora, do passado.

Um passado que será sempre forte em nossa memórias. Foram 4 anos de muita história. Um caminho que não foi longo, mas foi intenso. Uma trajetória que pegou muita gente de surpresa, inclusive a própria banda. Mas que em momento algum, rejeitou as oportunidades. Uma família que sempre estará ligada, independente dos novos rumos a serem tomados por cada um. Um sonho que se tornou realidade por nunca deixaram de acreditar.

[...]¡Otro día que va!
Para recomenzar
Para amar una vez más[...]
(Outro dia que va)

Eu me pergunto como encarar o dia de amanhã. Como vai ser estranho não ter mais os 6 meninos a acompanhar. Os 6 juntos. Não vai ter mais aquela espera por vídeos do show no outro do lado mundo. Não mais existirá a espera por um programa ao vivo onde os 6 irão se apresentar. Tudo agora ganhará trilhas distintas. O caminho abre vertentes. E alguém vai ficar de fora do meu campo de visão, eu sei. Eu não queria, mas eu sei que vai ser assim. Eu não me imagino fã de 6 pessoas, seguindo cada uma. Com o tempo, alguém que ainda não sei quem, se tornará meu novo ídolo. Não sei quanto tempo levará para isso, espero que ainda muito. A única certeza até agora, é que vai sempre haver da minha parte, um carinho imenso pelos 6 meninos que marcaram a minha vida.

[...] Mírame bién
Y aún yo sigo aqui [...]
(Aún hay algo)

Ficarão as mais puras lembranças de momentos inesquecíveis e inigualáveis. Cada espera dando lugar a hora exata. Cada angústia dando lugar a felicidade. Cada palavra dando lugar a reflexão. Cada música dando lugar a euforia. Cada desespero dando lugar a recompensa. Cada lágrima dando lugar ao sorriso. Cada sonho dando lugar a relidade.

Eles foram nosso sonho mais real, e sonharam junto com a gente. Eles foram nossos heróis de verdade, que também tinham seus momentos de tristeza, de choro, de raiva. E que nós entendemos perfeitamente cada momento. E que nós não deixamos cair, como eles nunca nos deixaram. Cada palavra dita e direcionada a gente, vinha carregada de amor,de preocupação. Eles tentaram manter uma proximidade ainda que a distância fosse grande. Mas que pouco importava para os nossos corações.

E a cada show de Adeus, a emoção era evidente naqueles olhares cada vez mais molhados. Em cada música cantada como se fosse a última vez. Em cada eu te amo dito em todos os lugares. Em cada grito de um público que jamais os deixará. Em cada choro visto naquela multidão. Em cada sorriso espontâneo e trocado. Em cada momento rebelde que todos nós vivemos.

E ao fim, as lágrimas podem ser derramadas com a certeza de que tudo valeu a pena. A missão foi mais que cumprida. Eles foram mais que especiais para tantas vidas. Para minha vida. E, com a música que embalou o começo dessa magia chamada RBD, eles encerram essa carreira rápida e de um sucesso inexplicável. Muito mais maduros,levando na bagagem experiência que jamais se esquecerão. Que essa separação seja apenas nos palcos…que o amor entre eles só aumente a cada dia. O que eles construíram por eles, e com a gente….ninguém irá desmanchar. Que agora, assim como eles ensinaram a não desistir dos nossos sonhos…os deles sejam alcançados. 

E o Adeus não quer dizer o fim. É apenas deixar a porta aberta para um novo começo…

[...]Es por amor que brilla el sol
Es por seguir al corazón
Que gira el mundo
Y no se detendrá
Y por amor hay que salir
Cruzar sin miedo a la frontera
Y dejar la puerta abierta[...]
(Es por amor)

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